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Campeonato Brasileiro: Santos demite Mancini e quer Muricy

Sanches Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Vágner Mancini foi mandado embora, Serginho Chulapa dirige o time contra o Barueri, amanhã, na Vila Belmiro, e diante do São Paulo, no próximo domingo, no Morumbi, o Santos estreará novo técnico. Muricy Ramalho é o nome de consenso para assumir o cargo, mas o presidente do clube, Marcelo Teixeira, não confirma e nem desmente que estaria negociando com o ex-treinador do São Paulo. Também se fala em Vanderlei Luxemburgo e até em Nelsinho Baptista, demitido após a goleada por 7 a 1 para o Corinthians, em 2005.

A derrota por 6 a 2 diante do Vitória, anteontem, em Salvador, mergulhou o Santos na sua maior crise desde 2002. Naquele ano, endividado como agora e com o elenco caro e envelhecido, o clube contratou Émerson Leão. A ordem era para reduzir gastos e trabalhar com garotos e evitar a queda para a Série B. Surgiu a geração Robinho e o clube saiu da fila de 18 anos, sagrando-se campeão brasileiro. Agora, a maior organizada santista não poupa ninguém, do presidente a jogadores que eram ídolos até há pouco tempo como Kléber Pereira.

“Está tudo errado. É preciso fazer uma faxina geral. De cima até embaixo. O técnico é o de menos. Pode ser qualquer um. Tem é que mandar esse bando de jogadores vagabundos embora”, desabafou, ontem, no começo da tarde, um dos cinco integrantes da organizada. Ele estava a poucos metros de Neymar, Tiago Luiz, Léo, do presidente Teixeira e dos principais dirigentes do clube

Logo em seguida, o mesmo torcedor ouviu, mas não foi convencido com os argumentos de Léo. Depois, protestou aos gritos com Teixeira. “Estamos avisando faz tempo, Marcelo, e você não ouve. Tem diretor que só serve para viajar com o time e ficar até de madrugada jogando baralho com os jogadores. E a toda hora tem briga entre os jogadores e ninguém toma providência”, emendou.

Quando a imprensa se aproximou, o grupo foi embora. Era a solenidade da assinatura de convênio com a Copergaz para o fornecimento de gás a todos os departamentos do Santos e o patrocínio das 15 animadoras da torcida, que trabalharão nos minutos que antecedem aos jogos e nos intervalos. E por pouco não terminou em tumulto.

Durante a madrugada de ontem, os muros do estádio da Vila Belmiro foram pichados com frases pedindo para o presidente Teixeira “acordar”, acusando os jogadores de vagabundos e até com uma ameaça grave: “vai morre” (sic). Antes que o dia amanhecesse, os funcionários da limpeza apagaram as pichações.

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