Internacional

A pedido da ONU, Mianmar irá conceder anistia a presos políticos


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Naypyidaw - O governo de Mianmar anunciou ontem que prepara, a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), a concessão de uma anistia a presos políticos por questões humanitárias e para que eles possam participar das eleições previstas para 2010. Mas, se dirigindo ao Conselho de Segurança da ONU, o embaixador Than Swe não disse quantos prisioneiros devem ser libertados, ou quando.

Também não foi informado se figuras importantes, como a líder da oposição Aung San Suu Kyi, estarão entre os que serão libertados. Durante uma visita no início do mês ao país, o secretário-geral das Nações Unidas pressionou a junta militar que governa Mianmar a libertar todos os presos políticos, incluindo Suu Kyi, que atualmente está sendo julgada.

Grupos de direitos humanos dizem que há mais de 2 mil detidos no país por questões políticas. Segundo o embaixador, o governo de Mianmar “pretende implementar todas as recomendações que o secretário-geral da ONU propôs”.

No entanto, durante a visita de Ban, a junta militar não permitiu que ele se encontrasse com Suu Kyi, dizendo que isso poderia influenciar em seu julgamento.

O governo de Mianmar já anistiou prisioneiros no passado - 19 presos políticos foram libertados em fevereiro. Críticos afirmam que as eleições do próximo ano, a parte final de um plano de sete passos para a democracia, vai ser uma farsa destinada a dar legitimidade às autoridades que já governam o país.

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