Tribuna do Leitor

O bom e sempre velho Rock n’ Roll


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Grande parte daqueles que apreciam o rock no mundo se identifica apenas com aquela batida forte e ou com as guitarras distorcidas, e, inevitavelmente, se esquecem que ele também é história. Para quem não sabe, a data do Dia Mundial do Rock, 13 de julho, foi instituída em 1985, quando aconteceu o Live Aid, idealizado pelo músico Bob Geldof e realizado simultaneamente na Filadélfia, Estados Unidos, e em Londres, Inglaterra. Foi considerado um marco por reunir várias bandas consagradas do gênero para o combate à fome na Etiópia, utilizando uma linguagem acessível a todos os povos: a música. A repercussão foi tamanha que deu origem a outras iniciativas e ações beneficentes, como o movimento “USA for África”, idealizado por Michael Jackson. Na ocasião, vários astros se reuniram para gravação da música “We are the world”. Jackson, o rei do Pop, morreu no último dia 25 de junho para a tristeza de milhões de fãs espalhados pelo planeta e teve grande parte de sua obra dedicada ao rock. O estilo musical já foi símbolo da rebeldia, quando rompeu a barreira de costumes e padrões impostos por uma sociedade conservadora. Foi nas décadas de 40 e 50 que os Estados Unidos conheceu esta nova forma de fazer música. Rápido e dançante, conquistou a juventude norte-americana, pronta para “liberar sua energia”, com uma estrutura musical simples, derivada do rockabilly e rock and roll, estilos baseados no jazz, rhythm and blues, folk, gospel, country, entre outros ritmos.

No decorrer dos anos, nomes como Billy Halley, Elvis Presley e Beatles trouxeram enorme contribuição para a evolução do rock e sua inclusão na cultura mundial. O gênero influenciou a moda, os costumes e o comportamento de várias gerações. No Brasil, o pontapé inicial foi dado na década de 60, com as músicas “Estúpido Cupido” e “Banho de Lua”. Também surgiram parcerias como a de Raul Seixas e Marcelo Nova, e movimentos como a Jovem Guarda. O ápice foi nos anos 80, com um rock mais “urbano”, protagonizado por bandas como RPM, Barão Vermelho, Kid Abelha, Legião Urbana, Paralamas e muitas outras. Mas toda essa expansão desvendou o caráter democrático que influenciaria o destino deste ritmo empolgante nos dias atuais. Aquela originalidade do gênero fora quebrada, inevitavelmente, pois emergiu de uma grande mistura. Agora, o rock é constituído por inúmeros subgêneros.

Os impactos culturais dessa transformação são, no mínimo, curiosos. Assim como foi utilizado como válvula de escape para a criatividade de bons e maus músicos, a abertura permitiu a generalização de ideologias e conceitos completamente diferentes. Um exemplo clássico deste equívoco, no âmbito comportamental, é o estigma que carrega a palavra “roqueiro”, empregada muitas vezes de forma pejorativa pela sociedade. Por outro lado, existem verdadeiras obras-primas e gênios musicais em cada uma das fases do rock, pelo menos até os anos 90. Em tempos atuais a busca por coisas novas e boas está cada vez mais difícil. Aliás, quando se trata de rock, essas qualidades, em geral, parecem cada vez menos proporcionais. Neste contexto, a hegemonia do “bom e velho rock n’ roll” jamais será ameaçada. (Fonte: sites UOL música, !Obaoba, e Wikpedia).

Ronaldo Diegoli - bacharel em jornalismo e músico. Atua como assessor de imprensa no Hospital Estadual Américo Brasiliense e na banda bauruense Monte de Bossa, como tecladista

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