Tribuna do Leitor

19 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente


| Tempo de leitura: 2 min

Nós, conselheiros tutelares, somos gratos a todos os segmentos, pessoas comuns, empresários e à família, aos trabalhos e desenvolvimento dos direitos da criança e do adolescente. Sentimos orgulhosos aos trabalhos a criança/adolescente prestando e servindo a comunidade, após recebermos a diplomação sentimos a responsabilidade de termos em nossas mãos um pedaço da Pátria, o dever de proteger os direitos dos infantes, que são violados a todo instante. Pior de tudo sendo os mesmos submetidos à exploração sexual, escravidão da miséria biológica e cultural, onde os conselheiros não deverão ter medo de registrar ou pronunciar a falha do poder público (federal, estadual e municipal), que ocorre por falta de conhecimento e interesse, pois sabemos que os resultados crescentes do Brasil são assustadores e apresentam o pior índice da cultura jovem e da falta de qualidade de vida na maioria dos nossos municípios.

Estamos na maior idade. Completamos 19 anos com o compromisso muito forte com a Pátria em todos os sentidos, mas a dependência do poder público na liderança e administração com responsabilidade na educação e formação do homem ainda é muito enfraquecida pelo desinteresse de nossos legisladores e aplicadores das leis, como prevê o nosso estatuo (ECA), não está sendo diferente, apenas uma lei que dorme na gaveta ou Há interesse de uma parcela núbia às vistas da verdade, tornando uma sociedade enfraquecida e vulnerável aos direitos.

Não discutimos que a Lei Federal 8.069/90 está dentro de um contexto muito avançado. Pena que nossos aplicadores ainda não têm o devido conhecimento e interesse para tal. Os prejudicados são as crianças e os adolescentes, com resultados catastróficos ao ser humano.

Abrimos nossos jornais e poucos são os artigos sobre a verdade de nossas crianças e adolescentes; palestras evasivas, muitas sem fundamentos com a realidade atual, outras até de cunho religioso; enfim, mentiras e fantasias para nós mesmos. Comemorar este aniversário até podemos, mas vamos esquecer os números falaciosos de abuso sexual, agressões físicas e mentais, escravidão infantil, fuga dos infantes, etc. O leitor poderia achar que os conselheiros estariam fora de uma realidade ou com problemas mentais, mas os números que encontramos não condizem com a realidade que temos em nossos registros e estatísticas. Não basta só o conselho, temos que envolver, principalmente, a família, legisladores, professores, educadores e médicos, pois nossas crianças e adolescentes desejam e necessitam de referências e exemplos.

Encontramos discursos evasivos da incompetência e corrupção das lideranças e formadores de opiniões para ideais deste Brasil. A saúde é usada para um assistencialismo político e interesse de grupos. Na educação, estamos vivendo uma fase sem comprometimento algum com a criança e o adolescente. A Segurança está sem comentários. Estamos com medo e nem sabemos de quem e quem tem o dever não se pronuncia.

J. Cardoso - conselheiro tutelar de Bariri

Comentários

Comentários