O Departamento do Interior da Polícia Civil (Deinter 4) apresentou ontem ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), em encontro no Palácio das Cerejeiras, as metas de aperfeiçoamento do serviço de investigação e de melhoria de estruturas físicas nas repartições em Bauru. Entre os itens comentados pelo diretor do Deinter 4, Licurgo Nunes Costa, o delegado seccional, Benedito Antonio Valencise, e o assistente Roberval Antonio Fabri, estão a reforma do Plantão Policial, no Centro, e a ampliação de unidades como a Delegacia de Investigações Gerais (Dig), Delegacia da Infância e Juventude (Diju) e Delegacia de Defesa da Mulher (Ddm).
Segundo o prefeito, o “novo comando da Polícia Civil demonstrou preocupação em oferecer estrutura física e operacional melhores à população e discutiu com o governo municipal interação na identificação de plano de ação levando em conta indicadores de violência e fragilidades, como os pontos que vão receber iluminação pública”.
O Deinter-4 se compromete com programa para a modernização da Polícia Civil. “Além do serviço de investigação, uma das metas é priorizar a finalidade de atendimento à população com a reforma do Serviço de Plantão, proporcionando um espaço mais moderno e adequado ao atendimento. Também receberão melhorias a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a Diju (Delegacia da Infância e Juventude) e a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher)”, informou o diretor do Deinter -4, Licurgo Nunes.
No caso das demandas relacionadas à competência da Delegacia da Mulher, o prefeito reiterou que está em fase de estruturação a Casa-Abrigo para mulheres vítimas de violência. “Já alugamos um prédio e estamos mobiliando o local, que inicialmente terá capacidade para atender 20 mulheres, acompanhadas de seus filhos. Será uma retaguarda importante para a DDM”, informa.
Outro assunto discutido foi a viabilização de projeto de parceria entre a Polícia Civil, a prefeitura e o poder Judiciário, para destinação de máquinas de caça-níqueis apreendidas pela polícia. A proposta é retirar e destruir as placas de jogos e aproveitar o restante dos equipamentos em programas de inclusão digital.
Em Bauru, há cerca de 700 equipamentos do gênero de posse da Polícia Civil. “Nosso objetivo é desestimular a prática criminosa e motivar e intensificar a fiscalização”, diz Licurgo. A prefeitura discute junto à Receita Federal o aproveitamento dos dispositivos. “Estamos discutindo com a Receita, por sugestão do vereador Mantovani, uma forma de aproveitar esse material e podemos utilizar também equipamentos apreendidos pela polícia, em posse do Judiciário, em projetos de inclusão digital, nas bibliotecas dos bairros, por exemplo”, opina Agostinho.