A Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes da Câmara de Bauru realiza hoje audiência pública sobre o transporte coletivo no município, a partir das 14h30. A novidade desta vez é que os convocados deverão responder pelo menos 10 questões pontuadas antecipadamente pelo grupo de vereadores, além de outras que surgirem no encontro.
Foram convidados o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Rubens Ribeiro de Barros Filho, o Rubito; e o secretário de Negócios Jurídicos, Luiz Nunes Pegoraro. Apesar da convocação da audiência, ontem nenhum representante da Emdurb havia encaminhado material aos vereadores, conforme solicitações dos parlamentares durante encontro anterior.
O presidente da comissão, vereador Moisés Rossi (PPS), e os membros do grupo Carlinhos do PS (PP) e Roque Ferreira (PT) querem saber, entre outras coisas, quais as razões para o atraso na licitação do lote dos ônibus urbanos e qual o tempo estimado para finalizar a licitação e contratação da eventual nova empresa.
Além disso, eles pedem para ter acesso à planilha de custos do cálculo tarifário, quem a elaborou e quando, qual é ainda a quantidade de usuários por mês no transporte urbano, a previsão legal e finalidade da retirada do segundo homem no ônibus do transporte coletivo, o motivo pelo qual houve redução de veículos em relação ao contrato inicial nos dias normais e se essa redução vai se manter na próxima licitação.
O vereador Roque Ferreira, em particular, já antecipou na tribuna da Câmara Municipal que quer a discussão e exposição da composição da planilha de custos da tarifa aplicada nos ônibus coletivos. A partir de 3 de agosto, as tarifas do transporte coletivo em Bauru ficarão mais caras. Com o reajuste, a passagem básica (com cartão) será elevada de R$ 1,85 para R$ 2,00, o que representa aumento de 8%.
Os parlamentares também têm dúvidas de quais seriam as melhorias previstas para o transporte urbano, na próxima licitação. Entre elas, estão as disponibilidades de horários, e implantação e manutenção dos pontos de ônibus e se há previsão para suprir eventual diminuição do número de passageiros em relação aos R$ 133 milhões contratados, além de saber qual o percentual a ser pago a título de remuneração do capital da empresa.