Cultura

Armaduras de samurais do século V fazem parte de acervo

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

Parecem até saídas das telas do cinema direto para a residência do bauruense Marco Manji. Armaduras e armas feudais dos lendários guerreiros japoneses fazem parte do acervo do professor de artes marciais e têm fascinado o público em palestras e exposições pelo país.

Mesmo quem não se interessa por luta, é difícil não ficar admirado com a riqueza de detalhes e o valor histórico das peças, que chegam pesar até 32 quilos. Usadas pelos samurais do século V, as armaduras tinham a função de proteger o guerreiro contra ataques aos órgãos vitais. “Além da força, as armaduras representam toda ética, hierarquia e cultura do tradicional povo japonês”, considera o professor sobre as peças trazidas do Japão, há três anos.

“As armaduras representam o feudalismo que imperou no Japão durante séculos, onde os samurais eram vistos como Deuses pelos camponeses. Toda história do Japão Feudal está ligada aos Samurais cuja característica mais marcante era a sua srmadura”, completa Manji que estará hoje em Brasília para mais uma exposição. As peças foram atração, no início do mês, no Festival Tanabata, em Ribeirão Preto, e já foram vistas também em Vitória (ES) e João Pessoa (PB), além de eventos em Bauru.

“Para as pessoas em geral é uma novidade, daí o interesse. Elas não têm acesso a esse tipo de material”, afirma o professor. “Nesses eventos, além de expor as armaduras, abordamos a história e filosofia de cada arte marcial, as técnicas utilizadas pelos samurais do Japão Antigo e também mostramos como as armaduras eram utilizadas pelos samurais”, completa.

É a demonstração de uso das armaduras, que, para o professor, produz mais fascínio no público. “O peso da armadura faz com que os movimentos fiquem lentos e difíceis. As pessoas ficam muito curiosas em saber como conseguimos colocá-las e desenvolvermos habilidades com elas”, comenta.

Com as peças trancadas em casa, salvo quando é atração em eventos, Manji está a procura de um local no qual possa expor as armaduras em Bauru, cidade onde seu bisavô Ryosaku Mori fez história como primeiro instrtutor de artes marciais. “Seria bom que mais pessoas tivessem a oportunidade de apreciar e conhecer um pouco mais sobre essa cultura milenar”, afirma.

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