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Centrinho faz pré-avaliação de pacientes estrangeiros

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

A gripe suína fez com que todos os órgãos de saúde pública do Brasil adotassem protocolos do Ministério da Saúde que visam evitar a disseminação da doença. Em Bauru, no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (USP), o Centrinho, não foi diferente. A instituição costuma receber pacientes estrangeiros e, para evitar que estas pessoas tragam o vírus H1N1 de seus países de origem, faz um acompanhamento do quadro clínico destas pessoas.

Atualmente, o Centrinho tem 71 pacientes estrangeiros em tratamento, dentre eles argentinos e chilenos. Embora a vinda destes pacientes ao hospital seja esporádica, o superintendente em exercício da instituição, João Henrique Nogueira Pinto, diz que são necessários alguns cuidados. “Não houve nenhum diagnóstico positivo da doença entre nossos pacientes, mas mesmo assim, nós fazemos pré-avaliação destas pessoas antes delas chegarem ao hospital. E, quando elas chegam, são acompanhadas por uma equipe de enfermagem”, explica.

De acordo com João Henrique, junto com a carta enviada para convocar os pacientes para o retorno é enviado um questionário no qual é investigado se o paciente apresenta algum sintoma da doença ou se teve contato com contaminado com a gripe suína. Quando não há indícios de contaminação, no Centrinho ao hospital para fazer seu tratamento e é monitorada pela equipe de enfermagem. Já no caso de possível contaminação, o retorno pode ser remarcado para data posterior. Segundo o superintendente, isto nunca aconteceu.

Até mesmo os professores e profissionais estrangeiros da área da saúde que vêm ministrar cursos ou palestras na instituição recebem uma atenção especial. Para ele, a precaução contra doenças contagiosas, não só a gripe suína, é uma rotina que deve ser respeitada. “O nosso controle de infecção hospitalar é responsável por todas as condutas de controle de infecção. Não só a gripe suína, mas se temos muitos pacientes com gripe comum, eles passam a receber um tratamento diferenciado.”

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