Turismo

Cataratas: Onde a natureza

Silvana Canal
| Tempo de leitura: 5 min

Não existe ninguém que consiga ficar indiferente diante de tanta beleza natural e o turbilhão de água que desce pelas 275 quedas d’água, que brotam do Rio Iguaçu e formam as Cataratas do Iguaçu (Iguaçu - águas grandes na etimologia tupi-guarani). Suas quedas possuem em média 80 metros de altura e atinge uma extensão 800 metros no lado brasileiros e 1.900 metros no lado argentino. A vazão de água média é de 1.500 m3 por segundo, variando de 500 m3/s nas ocasiões de seca a 6.500 m3/s nas cheias.

Os saltos Floriano, Deodoro e Benjamin Constant são os maiores no lado brasileiro, e os demais ficam do lado argentino. No entanto, os visitantes que percorrem os dois mil metros de passarelas no lado brasileiro têm uma visão mais ampla do conjunto de quedas d’água. Entretanto, o salto que mais atrai olhares e comentários de admiração por parte dos turistas é a Garganta do Diabo. Com quase 85m de altura, o formato lembra uma ferradura e causa suspiros de admiração pela sua magnitude.

Milhares de pessoas visitam anualmente as Cataratas, sejam famosos ou anônimos, e a expressão é sempre a mesma: admiração e curiosidade.

Revitalização

Totalmente revitalizado, o turista já fica surpreso com a moderna infra-estrutura do Centro de Visitantes, local que o turista encontra souvenires, lanchonete, sanitários embarca no ônibus double decker, adaptado para amenizar a agressão ao meio ambiente e percorre 12 quilômetros cercado pela mata nativa.

O primeiro mirante para fotografias oferece uma visão quase que completa de todas as quedas que fica bem em frente ao Hotel das Cataratas, local que hospedou reis e rainhas, estrelas e estadistas. Depois de caminhar dois quilômetros, a cada passo vai se desvendando novos cenários deslumbrantes.

No final da trilha está a Garganta do Diabo, local que faz o homem se sentir minúsculo diante de tanta grandiosidade expressada pela natureza. Depois de captar as energias das grandes quedas da Garganta e eternizar através de fotografias, o turista tem um mirante com elevador panorâmico para visitar. Desse ponto do atrativo, se pode ter a visão fantástica do Salto Floriano, da Garganta do Diabo e das quedas do lado argentino.

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Aventura e adrenalina num paraíso natural

O passeio de barco do Macuco Safári é uma das atividades criadas dentro do Parque que consegue proporcionar adrenalina e relaxamento ao mesmo tempo. Depois de passar pelo Centro de Visitantes e ficar sabendo como vai ser feito o passeio, o turista sobe num carrinho elétrico que vai percorrer uma trilha de três quilômetros, apreciando a fauna e a flora do Parque.

Antes de se aventurar no passeio de barco, o instrutor ainda indica uma caminhada (opcional) sobre trilha suspensa para conhecer um pouco mais na natureza que habita na mata.

Já no cais, os turistas recebem instruções, pegam suas capas plásticas (se não querem se molhar), coletes salva-vidas e proteção para equipamentos eletrônicos, entram no barco inflável bimotor, onde vão viver a mais fantástica aventura, pois desta vez vão observar as grandes quedas de baixo para cima.

As primeiras quedas a serem avistadas são dos saltos denominados “Três Mosqueteiros”. Lá o piloto manobra e aproxima o barco o suficiente para proporcionar um rápido e divertido banho nos passageiros; é o “batizado” nas quedas de aproximadamente 80 metros de altura. Depois vem o retorno nas corredeiras agitadas do Rio Iguaçu, até chegar num grande remanso.

No topo das árvores

E a aventura continua, pois visitar Foz do Iguaçu é viver constantes emoções, principalmente dentro do Parque Nacional. A empresa Campo de Desafios Cânion Iguaçu construiu um recanto onde pessoas de todas as idades podem se aventurar e viver momentos simplesmente inesquecíveis.

No campo de arvorismo, os visitantes vencem seus medos subindo 12 metros de altura e passam de um elemento para o outro, seja pendurado, caminhando ou como se fossem uma aranha nos emaranhados de corda e no final ainda se joga na tirolesa de 25 metros.

Mas a aventura não pára por aí. Tem ainda o pulo do gato com 15 metros de altura e uma parede de escalada indoor com vários níveis de dificuldade.

Mas o Campo de Desafios guardou a mais emocionante de todas as atividades para o final: o rapel. Para chegar até a plataforma, o visitante caminha numa trilha suspensa com direito a observar e ouvir o som de várias espécies de animais, até chegar a uma clareira onde as Cataratas do Iguaçu se mostram quase inteiramente.

Construída com acesso fácil para deficientes físicos, a plataforma do rapel tem 55 metros de altura e o aventureiro desce pelas cordas com a sensação de estar descendo pelas quedas que estão a uma cruta distância do ousado turista.

Para quem quer mais emoção depois de ter vivido todos esses momentos deslumbrantes, o rafting pode complementar esse desejo. O esporte é feito nas corredeiras do Rio Iguaçu, logo abaixo das 275 quedas que formam as Cataratas do Iguaçu.

Acompanhados por instrutores, os turistas ganham equipamentos de segurança, sobem no barco e podem viver momentos de intensa adrenalina, pois as corredeiras oferecem vários obstáculos e níveis de dificuldades.

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Parque Nacional do Iguaçu

Tombado em 1986 pela Unesco como patrimônio natural da humanidade, o Parque Nacional possui uma extensão de 185 mil hectares do lado brasileiro e 67 mil hectares do lado argentino, guardando uma diversidade enorme da fauna e da flora existente no Brasil.

O Rio Iguaçu, que nasce em Curitiba, percorre seus últimos 50 quilômetros dentro do Parque, até formar as grandes quedas d’água, as Cataratas do Iguaçu, o mais belo cartão postal da natureza.

O Parque é considerado uma das últimas reservas florestais de Mata Atlântica do tipo estacional semidecidual do Brasil e a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo. A diversidade biológica está retratada nos seguintes números; 257 espécies de borboletas, 18 de peixes, 12 de anfíbios, 41 espécies de serpentes, 8 de lagartos, 340 de aves e 45 de mamíferos, atraindo a atenção de vários pesquisadores que ali encontram fonte para relevantes trabalhos científicos.

Também guarda espécies raras da fauna e da flora, muitas delas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e o jacaré-de-papo-amarelo, e algumas espécies de aves bem raras, como a jacutinga, o gavião harpia e o papagaio-de-peito-roxo.

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