Cultura

O humor que incentiva

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Se rir é o melhor remédio, como diz o ditado, a comédia para o ator Giovani Braz, que se apresenta neste final de semana na cidade, é instrumento motivacional. Com o espetáculo “O Caixeiro do Riso - Resista se For Capaz”, o comediante, que integra o elenco de “A Praça é Nossa”, do SBT, na interpretação do bêbado Saideira, personagem também incluído na peça, utiliza o humor para entreter e motivar. A apresentação será hoje, às 20h, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves.

O ator afirma, em entrevista ao JC, que relata sua própria experiência de vida como forma a dar um “empurrãozinho” às pessoas na busca pela realização plena profissional, independentemente à área escolhida. Entretanto, ressalva, os dois aspectos do espetáculo estão muito bem divididos, com relatos pessoais reservados para depois das gargalhadas.

Formado em direito, o comediante conta que chegou a exercer a advocacia, oficio exercido apenas durante seis meses e que, segundo Braz, servia apenas como salvaguarda financeira enquanto não se estabelecia firmemente nos palcos. “Era mais para eu me manter. Chegou uma hora em que decidi que realmente o que queria era a comédia”, lembra o artista, ao dizer que tomou coragem para mudar de vida impulsionado também por colegas, que se divertiam com suas piadas ainda “amadoras”, nos tempos de faculdade.

Além do teatro, o início da carreira artística de Giovani, que debutou profissionalmente na arte de fazer rir aos 22 anos, também foi marcado por interpretações de personagens na televisão regional do Sul de Minas, terra natal do ator, nascido há 33 anos em Carmo do Rio Claro e criado em Poços de Caldas. O trabalho no SBT, entretanto, fez com que Braz ganhasse holofotes nacionais, o que impediu com que ele conciliasse o trabalho na “Praça” com as atuações televisivas em seu Estado.

Versátil

No espetáculo, em que se apresenta sozinho, Braz mostra polivalência ao interpretar seis personagens, com características distintas: uma dona de casa ‘feminista e estressada’, um psicólogo gay que atende aos pacientes travestidos; o gago ‘Fafi Falafácil’, que detesta interrupções; o bêbado Saideira, a dona de casa Josineide, cujo marido chama-se Wandergleison, e o próprio ‘Caixeiro do Riso’, mineiro contador de causos, mas que, de acordo com o ator - e autor -, remete a personagens típicos de diversos Estados brasileiros. Durante o espetáculo, o comediante também faz paródias de diversas personalidades, entre elas Caetano Veloso.

Para o comediante, a interatividade com o público, ao mesclar música, comédia e o aspecto motivacional, são algumas das chaves para um novo tipo de humor. Giovani adianta que a peça também apresenta traços do Stand Up Comedy (nova febre do humor nacional) - estilo em que o comediante, sozinho e apenas com um microfone no palco, satiriza casos do dia-a-dia.

No entanto, o segmento, frisa, não é o carro-chefe de “O Caixeiro...”. “O Stand Up está na moda. O problema é, como muitos querem fazer, boa parte entra (nesse estilo) sem realmente saber como conduzir esse tipo de apresentação”, opina, ao reiterar a importância que dá ao “recheio” da apresentação. “Temos Stand Up também. Mas nos preocupamos, ao mesmo tempo, em proporcionar um espetáculo completo, com figurino, luz”, acrescenta o ator/autor, ao ressaltar que a apresentação, mesmo humorística, tem começo, meio e fim.

• Serviço

“O Caixeiro do Riso - Resista se for Capaz”, com Giovani Braz hoje, às 20h no Teatro Municipal (avenida Nações Unidas, 8-9). Ingressos antecipados a R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia entrada). Mais informações pelo telefone (14)3235-1088.

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