São Paulo - Um ano após a primeira pane do Speedy, a Telefônica revelou que as falhas em seu produto de acesso à internet foram resultado de erro de planejamento. O problema ocorreu na escolha da tecnologia usada em seu plano de expansão e modernização da rede que, mais recentemente, gerou falhas de segurança.
Resultado: em abril, essa fragilidade facilitou o ataque de hackers, que sobrecarregaram os equipamentos responsáveis pelas conexões dos computadores à rede, deixando seus 2,6 milhões de clientes sem Internet - após sucessivas panes, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel ) proibiu a empresa de vender o produto; o veto vigora desde 26 de junho.
A informação foi dada ontem por Fabio Micheli, diretor de serviços e operações de redes e sistemas da Telefônica. Até então, acreditava-se que a pane de abril ocorrera devido a um ataque de hackers que, por contra própria, quebraram as barreiras de segurança da operadora. Agora, sabe-se que a Telefônica acabou “abrindo as portas”.
Mas não foi premeditadamente. Ainda segundo Micheli, esses problemas surgiram como “efeito colateral” do projeto de expansão da rede, iniciado antes das primeiras falhas. Para ele, as panes foram uma “reação adversa” à escolha de determinados equipamentos que, ao se juntarem em atividade aos demais, “comportaram-se” de forma imprevisível.
As panes de maio e junho não tiveram a ver com um “up grade” dos equipamentos e softwares que, novamente, não “reagiram” adequadamente.
Na manhã de ontem, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, afirmou ter ligado para o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, a fim de informá-lo sobre o cumprimento do plano de estabilidade da rede do Speedy. Ele diz ter atingido a meta estabelecida com dez dias de antecedência.