O vinho é uma bebida própria para o clima mais ameno e o inverno, propício também para um bom encontro com amigos regado da bebida. Botucatu é uma das cidades do Interior Paulista que mais consomem a bebida, segundo Antonie Zahil, importador da Capital. Mas quando os termômetros sobem, a bebida também pode ser consumida, desde que seja o tipo adequado e de maneira diferente, o faz com que o vinho atenda a todas as variações climáticas.
Apaixonado pela bebida, o libanês Antonie Zahil confessa que não consegue fazer uma refeição se quer, sem não tiver um bom vinho de mesa. “Eu tomo vinho todos os dias. Toda a minha família e as pessoas que vivem a minha volta também.”
Para o enófilo Homero Cordeiro, não existe um cidadão no mundo que não goste de vinho. Ele acha que, em alguns casos, a escolha da bebida ou a temperatura dela influenciam. “A temperatura é super importante. O cidadão compra um vinho e abre em casa, toma e diz que não gostou. O vinho quente, morno não é bom. Tem que saber a temperatura correta para ele. Um vinho de boa qualidade na temperatura certa é ótimo.”
Mas como saber detalhes desse “ritual”? Cordeiro diz que só quem gosta, pesquisa e busca informações sabe como beber um vinho, quais os melhores, as combinações com os pratos e tantas outras coisas que envolvem a bebida. “Você está pronto para saborear um vinho quando você coloca a bebida na boca e lembra de um alimento que combina com a bebida. Há vinhos que ao colocar na boca você lembra de um lombinho de porco, por exemplo.”
Apaixonado por vinho, Cordeiro acredita que o brasileiro ainda não descobriu o vinho e suas combinações. “O vinho combina perfeitamente com churrasco. “Um Cabernet Savion com churrasco está certíssimo. Ele é perfeito. Churrasco com cerveja é o fim do mundo. Pegue um pedaço de picanha e coloque na boca junto com um tinto seco e verá que a carne fica muito mais saborosa com o vinho do que com a cerveja. Com a lingüiça, o melhor é o branco”, ensina.
De acordo com o enófilo, o argentino e o chileno usam o vinho para churrasco. “ Eles adoram churrasco, carne na brasa. Usam o vinho como bebida e acham que a combinação é perfeita. É só mastigar a carne com o vinho e sentir o sabor que resulta da mistura. Em Portugal se toma vinho com tudo, até na roça os trabalhadores levam a bebida no cantil. No Brasil, a riqueza de peixe de água doce é outra oportunidade para o uso de vinho branco. O dourado, pacu na grelha com vinho branco é prazeroso demais. “
O vinho, segundo ele, exige um minuto de atenção. “O que é degustar. É dar atenção. É uma bebida que acalma e que as pessoas, de modo geral, só descobrem depois dos 30 anos. Não é uma bebida servida normalmente em boates para jovens. Nas baladas servem vodca, uísque. O vinha traz paz e o jovem não procura isso na balada. É muito difícil ver um casal de jovem consumindo vinho, ainda que seja em um jantar.”
Apesar de ser uma bebida própria para baixas temperaturas, há tipos de vinho que combinam perfeitamente com o verão. “No verão, o vinho mais adequado é o branco. Num balde de gelo associado a uma piscina é perfeito para a estação mais quente do ano, especialmente se a bebida vier acompanhada de um peixe na brasa.”
O sommelier e professor do Senac, câmpus de Águas de São Pedro, Hugo Baungartner diz que o vinho mais indicado para o clima de Bauru são os espumantes. “Os espumantes brasileiros têm ótima qualidade e são adequados para a realidade bauruense. Podem ser consumidos a uma temperatura entre 8 e 10º graus e combinam com saladas, canapés e comida japonesa.”
____________________
Bebida que une a família e amigos
O vinho é uma bebida que tem um mágica, na opinião dos enófilos. É capaz de unir família e amigos. Transmite calma e fica muito bem num jantar à luz de velas porque é romântico, comenta Homero Cordeio. “ O francês faz propaganda em jornal para que o consumidor utilize 40 minutos com tua família, para fazer as refeições. Sugere que consumam uma garrafa de vinho. Para os brasileiros, a medida seria excessiva, uma taça por refeição, basta.”
Para Cordeiro, a garrafa de vinho tem 750 ml para ser compartilhada. “Cada garrafa de vinho tem cerca de um quilo da fruta. Na Europa, o cidadão consome uma garrafa por refeição. Todos aqueles que consomem a bebida com freqüência são pessoas que tem mais paz e tranqüilidade, por isso vivem mais e melhor.”