Tribuna do Leitor

Lar doce lar


| Tempo de leitura: 2 min

Começo assim: todo cidadão almeja na sua vida comprar uma casa, certo? Certo.

Nem que para isso você tenha que se dispor de alguns outro bens e foi que fizemos foram-se o Fox, Corrier e o Gol mais aquelas outras economias guardadas com muito sacríficio. Quando encontramos a casa que queríamos, nossa, perfeito! Bem perto de onde morávamos de aluguel por vários anos. Comprar uma casa nesse bairro era nosso sonho. Deu certo o negócio, só que fomos mudar para nossa nova casa dois meses depois, mas todo dia passávamos em frente. Na esquina um bar, mas nada que pudesse atrapalhar. Mudamos para a casa e tudo maravilhoso. Até que, num belo dia, o proprietário do bar comprou a casa vizinha e aí  nos tornamos vizinhos do bar. Começaram os problemas, o muro de casa tornou-se a divisão entre nossa casa e o bar. O mais “esquisito” é que a quadra onde o bar se encontra (e as nossas casas), que era residencial (afinal, só tem 1 bar), tornou-se comercial. Somente 500 metros foram transformados em comercial,  de uma rua de 10 quadras. Foi uma lei para benefício individual. O problema e as dificuldades sobram para nós, os moradores, que tem que agüentar fumaça de cigarros entrado em casa sem ser convidada, pasmem, tem até aqueles que usam o muro de casa como mesa colocam suas cervejas e copos e ali batem papo. Pessoas atendendo ao celular embaixo de sua janela. E como se isso não bastasse,  os infratores que querem usar sua garagem para estacionar.

O mais revoltante é que aqui não nunca vi os motoristas serem multados por estacionarem na contramão, na esquina, etc. Realmente moramos numa cidade sem limites! Imagine todos os dias o que acontece por aqui: som alto, arrancada de carros, motos, pessoas falando alto altas horas da noite, fazendo com que trabalhadores do dia seguinte amanheçam cansados para um dia inteiro de trabalho, isso sem falar nas crianças para irem à escola. Gostaria de pedir aos senhores vereadores que observem o direito da coletividade antes de determinar que uma rua seja transformada em corredor comercial. Se for perto de sua residência (do vereador), aprove com rapidez, pois já devem saber dos “benefícios”, mas quando se tratar do cidadão comum (digo comum porque nesse caso ficamos de mãos mais que atadas) vá analisar, conversar com aqueles que podem ser vítimas dos senhores. Pergunto: Quem paga o prejuízo? Afinal, compramos uma casa que não era vizinha de um bar e a rua não era comercial!  Agora temos uma casa desvalorizada e sem sossego para desfrutar do nosso lar. Olha a complexidade!

Terezinha de Jesus dos Santos 168274309

Comentários

Comentários