Ourinhos - Um grupo de vigias protestou na porta da Prefeitura de Ourinhos contra o corte no pagamento de hora extra. O prefeito Toshio Misato (PSDB) justificou a redução nas despesas, porque a folha de pagamento do município está no limite prudencial de 54% da receita para gastos com pessoal e devido à queda de arrecadação do município.
Toshio explicou também que houve essa queda da receita da prefeitura, devido aos efeitos da crise econômica mundial, que provocou a queda abrupta de sua principal forma de arrecadação, o Fundo de Participação dos Municípios, considerado o carro-chefe da arrecadação.
O Tribunal de Contas do Estado apontou a existência de horas extras excessivas na administração municipal e determinou que a prefeitura fizesse o corte imediato das mesmas.
Os casos mais graves de distorção que chamaram a atenção da Administração Municipal foram os de um funcionário, cujo salário-base é R$ 833,00 e que recebeu no mês de junho, R$ 2.242,28, correspondente a 192 horas extras, chegando entre salário e hora extras, ao valor exorbitante de R$ 3.075,48 e um outro que ganha R$ 710,00 e fez 180 horas extras recebendo por elas a remuneração de R$ 1.603, 57, o que somando com seu salário, chega à quantia abusiva de R$ 2.313,57.