Bairros

Bomba queima e deixa 26 mil sem água na região do Mary Dota

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 26 mil moradores da região leste de Bauru têm de economizar água hoje e, mesmo assim, estão sujeitos a ficar sem o produto. A bomba do poço profundo do Núcleo Mary Dota, responsável pelo abastecimento da região, queimou por volta das 6h de ontem, menos de 24 horas após o Departamento de Água e Esgoto (DAE) ter concluído manutenção preventiva na unidade de produção, com a troca de tubulação e instalação de cavalete. Ontem à tarde o DAE já havia recebido mais de 50 reclamações da região de que as torneiras estavam secas e havia iniciado o abastecimento com caminhão-pipa.

O poço do Mary Dota, além do próprio bairro, abastece o Jardim Silvestre, Núcleo Beija-Flor, Vila Santa Luzia, Jardim Chapadão, Jardim Mendonça, Parque Giansante, Jardim Flórida e Núcleo Bauru 2000. O DAE, através da assessoria de imprensa, informou que um funcionário da autarquia, que mora nas proximidades do poço, ouviu um estouro ontem pela manhã. Na vistoria, os funcionários constataram que a bomba havia parado de funcionar. Mais tarde, técnicos da Ebara, empresa que vendeu o equipamento ao DAE, confirmaram que a bomba realmente havia queimado.

Logo em seguida, a autarquia contratou guindaste e retirou a bomba queimada, localizada a 151 metros de profundidade no poço que tem 470 metros. E iniciou a substituição do equipamento, utilizando bomba reserva, semelhante à queimada. A expectativa, segundo a assessoria de imprensa do DAE, era que o trabalho de troca do aparelho fosse concluído ainda ontem à noite e voltasse a bombear água do fundo do poço para superfície logo em seguida. Mas como o reservatório já estava baixo e moradores de algumas regiões estavam sem água nas torneiras, provavelmente o abastecimento só será normalizado por volta das 17h de hoje.

O poço produz 330 metros cúbicos de água por hora, suficientes para abastecer toda a região do Mary Dota. Para tentar minimizar o problema, o DAE fez manobras de rede de forma a bombear água dos poços Gasparini e Zona Norte para a região atingida. Mas, mesmo assim, recebeu mais de 50 reclamações de falta de água. No final da tarde, um caminhão-pipa saiu carregado para atender moradores do Núcleo Beija-Flor e Jardim Mendonça.

Até ontem, o DAE não sabia informar o motivo da queima da bomba, que custa cerca de R$ 60 mil. Funcionando no poço há 2 anos e quatro meses, pode ter sido desde fadiga pelo tempo de uso até por algum erro de operação na manutenção preventiva e sabotagem. A autarquia, informa a assessoria de imprensa, aguardará o laudo que a Ebara vai emitir, em 30 dias, sobre a causa da queima para tomar eventuais medidas.

Em função de já ser a oitava bomba de poço profundo que queimou neste ano, o presidente do DAE, Rafael Ribeiro, determinou a abertura de sindicância para apurar se houve responsabilidade de funcionários. O abastecimento de Bauru é feito por rio Batalha, responsável por atender 42% dos moradores da cidade, e por 29 poços profundos que retiram água dos aquífero e fornecem o produto para 58% da cidade. Para chegar à superfície, é preciso bombear a água.

• Serviço

Solicitações de abastecimento de água com caminhão-pipa podem ser feitas ao DAE através do telefone 0800-7710195.

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