Piratininga - O operador de máquina Luís Augusto Claudino, 38 anos, morador de Agudos, procurou a Polícia Civil de Bauru na segunda-feira para relatar suposta agressão por um policial militar em Piratininga. A PM contesta, nega a ocorrência de qualquer tipo de agressão e fornece uma versão diferente para os fatos. A corporação estuda, inclusive, entrar na justiça contra Claudino pelos crimes de calúnia e difamação.
Segundo o relato de Claudino, na tarde de segunda-feira, ele esteve em Piratininga acompanhado por um amigo de Macatuba e duas amigas de Bauru. O grupo circulava com um Vectra branco pela cidade, quando teria sido abordado por PMs. Consta no Boletim de Ocorrência registrado no plantão que, sem razão aparente, os quatro foram levados ao posto da PM, próximo ao clube Águas Quentes de Piratininga.
No local, todos foram revistados. As moças passaram pelo ‘pente-fino’, que teria sido feita por mulheres do Conselho Tutelar. O automóvel também foi vistoriado, mas nada de irregular foi encontrado, informou o operador de máquina à Polícia Civil. Segundo o BO, tanto Claudino quanto o amigo dele foram agredidos fisicamente por um policial militar.
O operador de máquina relatou que, ambos foram vítimas de tapas e socos, dados sem qualquer justificativa. O mesmo policial teria mandado o grupo embora e recomendado que não voltassem mais à cidade. No posto policial, ele ainda foi informado de que seu carro seria guinchado. Porém, de acordo com o BO, ele não teria recebido qualquer documento referente à ocorrência.
Segundo o comandante da 3.ª Companhia da PM, a qual o policial acusado das agressões é subordinado, capitão Fabiano de Almeida Serpa, a abordagem a um homem, morador de Lençóis Paulista, e duas mulheres, moradoras de Bauru, ocorreu em patrulhamento de rotina em um bar de Piratininga, por volta das 18h de segunda-feira.
Como o grupo não soube informar o que fazia na cidade, os policiais decidiram revistá-los. De acordo com o capitão Serpa, o Conselho Tutelar foi acionado para efetuar a revista na menor, que apresentava sinais de embriaguez.
No momento da abordagem, o Vectra, conduzido pelo operador de máquina chegou ao local, do qual foi revistado pela PM. Porém, nada de ilícito foi encontrado. Como o motorista não tinha habilitação para dirigir, foi autuado e teve seu carro apreendido. Claudino teria ficado nervoso com a apreensão do veículo e com a multa aplicada pelos policiais. De acordo com o capitão Serpa, ele chegou a amassar a multa e a jogá-la no chão. Os policiais acabaram conduzindo ele à Base Comunitária da PM, onde ele foi autuado por desacato. Os demais envolvidos foram levados até o posto policial, onde a menor de idade aguardou a chegada da sua irmã. Em seguida, todos foram liberados.