Turismo

Parque dos Falcões

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Menos de meia hora de carro é a distância entre Aracaju e Itabaiana - uma das maiores e mais ricas cidades de Sergipe, onde pode-se entrar até de caminhão no motel (reúne o maior número de caminheiros do Estado, com direito a uma das festas mais animadas do Norte).

Pois bem, ao pé da Serra de Itabaiana, cerca de 30 quilômetros de Aracaju, está o Parque dos Falcões, como é chamado o Centro Conservacionista de Aves Silvestres Nativas, criado por José Percilo, dotado da persistência do sertanejo e a coragem dos fortes. Que sem ser cientista ou veterinário, transformou o conceito de treinamento de aves de rapina e, a partir daí, criou métodos para trabalhar a conservação e preservação da espécie.

A TV do Japão, revistas do porte da Geographic Magazine, e o Discovery Channel mandaram equipes para verificar e descrever essa maneira diferente de trabalhar a relação homem-animal. Ao contrário das outras falcoarias do mundo, que condicionam o vôo à troca por alimentos, no Parque dos Falcões as aves são estimulados a partir da confiança e respeito adquiridos no convívio diário com o homem.

No Parque dos Falcões existem mais de 300 aves, entre corujas, falcões, gaviões, urubus, siriemas, socós-boi e também pombos, marrecos, gansos e pavões. O Parque tem desde a menor até a maior coruja do Brasil, e o legítimo falcão brasileiro.

Algumas das aves são treinadas para vôos livres e também servem para a defesa do parque contra predadores. José Percilo conversa com cada uma e as chama pelo nome. Pandora é o gavião de cauda branca. Romualdo é o urubu de cabeça amarela. Tito está com Percilo desde 1983 - é um popular carcará. Curcur é uma corujinha buraqueira de apenas 23 centímetros e está treinada para defesa do Parque. Ela se alimenta basicamente de insetos, mas também ataca estranhos que invadem os limites preservados.

Pertinho do parque está a cidade de Itabaiana, a Capital nacional dos caminhoneiros. É incrível o número de jamantas, oficinas, borracheiros, auto-peças, vendedores e fretistas profissionais. A cidade vive disso e patrocina festas nacionais com os maiores astros e estrelas da televisão, em homenagem aos homens da “carga pesada”.

Nos distritos de Itabaiana, outra fonte de renda é a castanha de caju assada. Todos na vila, homens, mulheres e crianças se dedicam à queima e quebra e escolha da castanha. De lá o produto é exportado e vendido nas praias. Curioso é que no município de Itabaiana não existem plantações de pés de caju. O produto vem do Ceará e do Piauí para ser beneficiado.

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