Política

Estado anuncia praça paraesportiva

Monise Centurion
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A secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, anunciou ontem que o governo paulista vai financiar a construção da primeira praça paraesportiva do Estado em Bauru. O empreendimento pioneiro será instalado no cruzamento da avenida Nuno de Assis com a rua Alto Purus, e deve custar aos cofres do Palácio dos Bandeirantes cerca de R$ 1,6 milhão. O encontro, ontem, foi intermediado pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB).

“A proposta é criar uma praça esportiva para Bauru com todos os cuidados de ser um aparato inclusivo, uma praça para crianças, jovens, adultos com deficiência, e que possa contemplar o esporte, o entretenimento, sempre com o objetivo de garantir qualidade de vida. É um projeto emblemático e que será referência para todo o Estado”, afirma a secretária.

O encontro contou ainda com a participação do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), secretário municipal de Planejamento (Seplan), Rodrigo Said, do suplente de vereador pelo DEM e autor do projeto Fábio Manfrinato, do presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Rubens Rubito, e ainda do secretário estadual do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.

O objetivo, segundo Linamara, é criar atividades livres que sirvam a todos, atividades próprias para o desenvolvimento esportivo, inclusive voltadas para o esporte competitivo. A idéia da praça foi apresentada por Manfrinato há cerca de 30 dias, enquanto o político ainda respondia por uma das 16 cadeiras do Legislativo de Bauru, substituindo a vereadora Chiara Ranieri (DEM) durante sua licença-maternidade.

“Nós vamos financiar o projeto, a prefeitura vai desenvolver e será um modelo para todo o Estado. Recebemos o projeto do Fábio e vimos nele um plano arrojado, inovador, que passou pela avaliação dos técnicos da secretaria. A gente acredita que a praça possa estar pronta até o final do ano”, diz Linamara.

Para Rodrigo, a idéia é que Bauru torne-se referência no Estado. “A praça é para pessoas com mobilidade física reduzida e será toda feita com adaptações. O município agora vai ter de detalhar algumas questões do projeto e fazer a licitação”, afirma.

A liberação da verba estadual para a construção da praça é, para Manfrinato, sonho que prestes a se concretizar. “Creio que em tão pouco tempo nenhum vereador de Bauru conseguiu apoio desta grandeza. O município vai ganhar muito com isso. É um projeto-piloto no Brasil de Inclusão. Uma prova a mais da importância de termos um representante, um elo de comunicação entre Bauru e a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência”, disse.

O projeto

A praça paraesportiva terá três quadras - uma de tênis e outra poliesportiva coberta e uma de futebol descoberta -, playground e pista de caminhada, todos adaptados para atender às pessoas com deficiência e construídas de acordo com as normas. O piso, por exemplo, é tátil, e ainda as placas de sinalização no local serão em braile (sistema de leitura usado para deficientes visuais). O demista aproveitou ainda o encontro para solicitar a implantação de um curso técnico para tradutor de libras em Bauru. “A secretária gostou da idéia e imediatamente falou com Alckmin, que se prontificou a analisar o pedido. Bauru tem essa carência”, afirma Manfrinato.

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Centro de Reabilitação ainda aguarda definição

A pauta do encontro com a secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, não contemplou a instalação em Bauru de uma unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ligada ao governo do Estado de São Paulo. A questão deve ser tratada em outra oportunidade, ainda sem data definida, segundo o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). “Neste encontro, conversamos apenas sobre a praça”, afirma.

O centro faria parte da rede Lucy Montoro, que atende pessoas com deficiência física, transitória ou definitiva, com o apoio de profissionais de diversas áreas, como fisioterapia, psicologia, medicina, assistência social, nutricionismo e terapia ocupacional.

Em visita feita em maio pela secretária, cogitou-se a possibilidade da instalação de uma unidade do Lucy Montoro junto ao Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (Centrinho). Diferentemente das unidades fixas na Capital paulista e nas cidades de Santos, Marília, Campinas e Ribeirão Preto, em Bauru o serviço prestado pela rede seria especificamente na área craniofacial. O Centrinho é referência no segmento, mas não atende absolutamente todos os casos (como pacientes com problemas adquiridos).

Na ocasião, Linamara afirmou que se houvesse interesse do superintendente da instituição, José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão, a rede viria para Bauru. “Gastão tem algum projeto nessa área, falta acertar algumas definições. Estamos concentrando esforços na nossa área de atuação. Parcerias poderiam ser feitas com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e a Sorri Bauru. Essa discussão merece ser feita. São muitas questões a serem resolvidas e conversas necessitam ser amadurecidas”, diz João Henrique Nogueira Pinto, superintendente em exercício do Centrinho.

Extra-oficialmente, um dos pontos que gera discussão para o projeto teria relação com a instalação física da rede. Ela demandaria até três andares do novo prédio da instituição, cujas obras estavam paralisadas desde 2000 e foram retomadas em fevereiro deste ano. As obras devem ser concluídas este ano. Outra questão é a possível resistência à abertura das atividades no Centrinho para novo segmento de ação.

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