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Cips habilita 500 adolescentes a ingressar no mercado de trabalho

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Após pelo menos um ano de curso no Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips), hoje cerca de 500 adolescentes de Bauru na faixa dos 16 anos vão receber certificado que os habilita a começar a trabalhar na condição de aprendiz. Muitos, inclusive, já estão atuando em empresas da cidade através da intermediação da entidade. E, com a formatura deste grupo, outro ingressará na instituição que em 2010 completará 50 anos de trabalho para inserir jovens pobres no mercado de trabalho.

A formatura, que para muitos dos adolescentes é uma vitória, terá cerimônia de entrega de certificado, às 10h, na Associação Luso-Brasileira. O presidente do Cips, João Carlos Previdello, ressalta que o curso qualidade e competência 1, cuja formatura será hoje, qualifica os jovens para trabalhar em empresas da cidade, com direcionamento para o comércio e a prestação de serviços.

“Alguns destes jovens entraram no Cips aos 13, 14 anos. Mas todos ficaram, pelo menos, um ano. Neste período, fizeram curso de informática, de atendimento ao telefone, de atendimento de cliente, tiveram orientações sobre a importância do sorriso e marketing pessoal e estão preparados para atuar como aprendizes, como estabelece a lei para quem tem 16 anos”, frisa.

Como já é tradicional no Cips, além dos cursos voltados à inserção do jovem no mercado de trabalho, os atendidos têm à disposição dentista, fonoaudiólogo, médico, psicólogo e reforço escolar. “Esse atendimento multiprofissional é importante porque há casos de adolescentes que têm dificuldade de se expressar, que tem auto-estima baixa. São alunos de famílias muito carentes, sem acesso a muitos serviços”, completa Previdello.

Além disso, o Cips ainda fornece alimentação e reforço escolar a seus alunos. “E os cursos que oferecemos visam a necessidade do mercado local. Em Bauru, por conta do perfil da cidade, os cursos são de qualificação para trabalhar no comércio e na prestação de serviço”, comenta. Por ano, a entidade habilita mil adolescentes para entrar no mercado de trabalho. Com a formatura desta turma, outra logo começará a ter aula.

“As vagas abertas estão todas preenchidas. Temos mil vagas por ano, mas a demanda é de 5 mil. Quando abrimos inscrição para novos alunos, primeiramente percorremos as escolas públicas porque o primeiro critério para ingressar no Cips é estar estudando. E o segundo é a situação econômica, de atender os mais carentes”, explica, frisando que todas as atividades são gratuitas. O Cips, que no ano que vem completa meio século, foi fundado por Roberto Previdello e Alcides Franciscato.

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