Se no primeiro semestre as notas de seus filhos não foram satisfatórias, será preciso correr atrás do prejuízo nessa segunda etapa. Ainda há tempo para recuperar essas notas, desistir é a pior decisão, portanto, levantar a cabeça, respirar fundo e aprender pra valer é o melhor a se fazer. Como ainda tem um tempinho de férias, aproveite para organizar o material e dar uma olhada nas matérias que não foram bem compreendidas, há muitos assuntos que necessitam ser entendidos desde o início para que evoluam gradativamente em suas fases.
Mas é bom prestar atenção, pois se o aluno apresenta uma dificuldade de aprendizagem constante, pode ser por falta de motivação. Muitas vezes crianças e adolescentes não entendem ou não sabem da importância dos estudos, problemas emocionais, maturidade, doenças crônicas, danos neurológicos, distúrbios sensoriais, hiperatividade e dislexia podem ser a causa desse problema.
Hiperatividade é uma disfunção do cérebro em que a criança pensa em fazer tudo ao mesmo tempo e por isso ela é agitada e apresenta pouca coordenação motora. Dislexia é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem da linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social.
Esses alunos com dificuldade de aprendizagem, durante muito tempo, podem ter sido encaminhados ao médico, cujo diagnóstico isolado, ansiosamente aguardado pela família e pela escola, iria confirmar ou negar a sua normalidade. Geralmente a criança era encaminhada para escolas especiais que ofereciam um ensino diferenciado, as oportunidades de ampliação de suas potencialidades eram reduzidas. O aluno, ao perceber que apresenta dificuldades em sua aprendizagem, muitas vezes começa a apresentar desinteresse, desatenção, irresponsabilidade, agressividade entre outras atitudes. A dificuldade acarreta sofrimentos e nenhuma criança apresenta baixo rendimento por vontade própria.
Uma vez que se forem bem entendidas e encaminhadas as dificuldades de aprendizagem, as crianças podem ter assegurada uma relação mais harmônica, coerente e saudável com o conhecimento. Os primeiros professores são os pais, por isso uma relação positiva de cooperação, alegria e motivação mostrará ao seu filho como é importante aprender coisas novas!
A autora, professora Renata Araujo Santos, é psicopedagoga