Correr, pular, brincar, passear, estudar e se divertir é uma delícia, e tudo isso faz parte do cotidiano de uma criança saudável. Essas ações do dia-a-dia ficam ainda melhores e mais prazerosas quando você não está sozinho e sim acompanhado por amiguinhos ou por seus irmãos!
A edição de hoje do JC Criança fala sobre a relação entre irmãos. Companheirismo, cumplicidade, defesa e até mesmo daquelas confusões que acontecem entre você e seus irmãozinhos.
Um irmão é alguém que você leva para toda a vida ao seu lado. E nada melhor do que ter um companheiro que goste de você e te ajude em todos os momentos, não é mesmo?
Mais velhos
Os irmãos mais velhos são vistos pelos mais novos como modelos a serem seguidos e como uma espécie de “super-heróis” que estão sempre prontos para ajudar e para defender.
Enzo S. Pinto, 7 anos, é o irmão mais velho do pequeno Henry S. Pinto, 1ano. Mesmo sendo tão pequeno, Henry já gosta de imitar tudo o que o mais velho faz e, de acordo com a mãe dos meninos, é “fã de carteirinha” do irmão mais velho.
Brincar de esconde-esconde, ver desenhos animados e programas infantis na TV são as coisas que Enzo mais gosta de fazer com o irmãozinho que sempre quis ter. “Gosto de me esconder para ele procurar. Sempre me escondo nos mesmos lugares para ele conseguir me achar”, conta.
Uma das tarefas de irmão mais velho é cuidar dos mais novos, e com Enzo isso não é diferente. Ele até ajuda a dar banho no pequeno e explica que gosta de ensinar de tudo para ele. “Ensino boas maneiras e a ser educado com as pessoas”, diz.
Se a idade permitir, vale também trocar idéias, contar segredos e realizarem os deveres juntos. Mas, é saudável também, que cada um mantenha sua identidade e interesses como gostos e turmas de amigos, que também podem ser compartilhados ou não.
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Amigos para sempre
Um irmão é um amigo que você pode manter por toda a vida. Por isso, é bom que vocês tenham uma relação saudável, cheia de carinho e cumplicidade desde crianças. Assim, quando crescerem vão sempre poder contar um com o outro para dividir os problemas e as alegrias da vida adulta. Poderão ser companheiros e grandes amigos.
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Família grande
Se ter um irmão para brincar e fazer aquela bagunça que toda criança gosta quando está em casa no momento de lazer já é bom, imagine ter dois, três ou quatro irmãos!
Assim é a família de Evandro Augusto Pelegrini, 12 anos. Ele é o mais velho de uma galerinha de cinco irmãos e adora ter a casa cheia de crianças. “Amo meus irmãos menores. Os gêmeos Bruno Felipe e Bruna Caroline Rodrigues Alves, de 1 ano, são lindinhos e gosto muito de cuidar deles”.
Uma casa cheia de crianças é sempre sinônimo de alegria e muita peraltice. Claro que na casa dos cinco irmãos não podia ser diferente. A mãe da criançada diz que é uma alegria ter o lar cheio e que os filhos estão sempre juntos.
Brincar juntinho dos irmãos é o que César e Bernado Augusto Pelegrini, de 11 e 4 anos, respectivamente, mais gostam de fazer. “Compartilhamos nossos brinquedos e gostamos muito de jogar futebol e basquete juntos. É bom ter um monte de irmãos”, alegram-se.
Quando a família é grande, as pequenas confusões do dia-a-dia são inevitáveis, mas o companheirismo e a proteção entre eles também. É o que afirma o irmão mais velho. Evandro conta que ele e os irmãos não brigam muito e que elegosta muito de ensinar as coisas que sabe aos mais novos. “Me sinto responsável com eles”.
Ciúme de irmão
Muitas vezes, o relacionamento entre a garotada se torna tumultuado. Principalmente quando existe um sentimento chamado ciúme entre irmãos.
É normal que irmãos briguem e até disputem a atenção e o carinho dos pais e, normalmente, as brigas são sinônimo de crescimento, divergência de opiniões e diferenças existentes entre eles.
Mas o problema ocorre quando isso foge do controle e passa a ser constante.
A psicóloga especialista em crianças, adolescentes e família Maria Ivone Marchi Costa explica que, normalmente, o ciúme entre irmãos ocorre quando surgem comparações. Uma criança pode achar que está sendo injustiçada, menos amada, menos querida ou menos reconhecida pelos pais. “Isso acontece por proteção aos irmãos mais novos, geralmente”, acrescenta.
Quando isso acontece, é fundamental que haja diálogo com o pais para esclarecer as dúvidas e as incertezas da criança. Dessa forma, a família pode evitar as crises e brigas entre a galerinha e acabar com as desavenças.
Sintomas
A psicóloga salienta que a criança que está se sentindo menosprezada na relação familiar pode apresentar agressividade em casa, ir mal na escola e ficar triste. “Muitas vezes, nem os pais ou os irmãos percebem que esse problema pode estar acontecendo. Por isso, é muito importante que a criança que está com esses sentimentos de inferioridade fale abertamente com os pais e, junto com eles, procure a melhor maneira para acabar com esses sentimentos ruins e se sentir feliz”.
Então, se você estiver se sentindo assim, não tenha medo. Converse com o papai e com a mamãe. Eles são seus melhores amigos e estão sempre prontos para te ajudar e te ver feliz!
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Dica de leitura
Título: Um novo bebê está chegando!
Número de páginas: 32
Autora: Emily Menendez-Aponte
Coleção: Terapia Infantil
Editora: Paulus
Resumo: Toda criança cria uma certa ansiedade em saber que um irmãozinho(a) está chegando. O livro infantil “Um novo bebê está chegando!” foi criado com o objetivo de auxiliar a garotada a se sentir mais segura e amada e a entender e aceitar a chegada do irmão (a) como um presente que vai enriquecer sua vida para sempre.