Internacional

Militares de Honduras apóiam uma solução negociada para crise


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Tegucigalpa - As Forças Armadas de Honduras expressaram ontem seu apoio a uma solução negociada para a crise política do país dentro da mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, mas que também se inclua “na Constituição e nas leis”.

Em comunicado datado do último dia 24, os militares seguem a linha do governo do novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, designado pelo Parlamento para substituir o líder deposto Manuel Zelaya em 28 de junho, dia em que foi derrubado. Na quarta-feira, Arias propôs no Acordo de San José a recondução condicionada de Zelaya, anistia política e antecipação das eleições de novembro.

Zelaya rejeitou a proposta e deu por fracassado o diálogo, enquanto o governo de Micheletti insiste em sua recusa ao retorno do presidente deposto, embora tenha dito que segue no processo mediado por Arias. Entretanto, em diversas ocasiões, Micheletti, seu ministro das Relações Exteriores, Carlos López, e outros membros do novo governo hondurenho reiteraram que o retorno de Zelaya é “inaceitável e inegociável” porque violaria a Constituição.

Anteontem à noite, o comandante das Forças Armadas, general Romeo Vásquez, surpreendeu o país ao dar uma longa entrevista à rádio Globo, principal meio de comunicação pró-Zelaya e que várias vezes foi tirada do ar por intervenção do governo Micheletti. As Forças Armadas e a Polícia Nacional foram mobilizadas para assegurar o toque de recolher na fronteira de Honduras com a Nicarágua, aonde Zelaya chegou na sexta-feira para tentar voltar ao país. Ao menos um manifestante apareceu morto, em circunstâncias não esclarecidas.

Os bloqueios militares têm obrigado os militantes de Zelaya a andar cerca de sete horas até Las Manos, onde o presidente deposto está organizando albergues para recebê-los. Zelaya disse que ficaria na região por tempo indeterminado para esperar seus simpatizantes e cobrou posição mais firme dos EUA.

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