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Cabrália faz curso de sistema de monitoramento de desastres


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Cabrália Paulista - Durante toda esta semana, representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) de Bauru, Unesp de Ourinhos e diversos outros órgãos que atuam na prevenção de catástrofes naturais e atendimento das vítimas estão reunidos no Centro Integrado de Alerta de Desastres Naturais (Ciaden), que funciona na Escola Técnica Estadual (Etec) “Astor de Mattos Carvalho”, em Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru), para conhecer o funcionamento do sistema de monitoramento dos desastres naturais no município.

O Sismaden (Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais), que começou a ser implantado em Cabrália Paulista em 2008, permite que a Defesa Civil do município monitore fenômenos como furacões, tufões, chuva, granizo, enchentes, deslizamentos de terra, seca extrema, com risco de incêndios florestais, quebra de safra por falta ou excesso de chuva, entre outros. O alerta é definido pelas cores azul, amarelo, laranja e vermelho que correspondem, respectivamente, a situações de observação, atenção, alerta e alerta máximo.

As informações coletadas vão fazer parte de um banco de dados que orientará estudos do Inpe sobre mudanças climáticas na região. Em uma próxima etapa, o sistema deverá abranger os dados das 38 cidades que formam a 7ª Região de Defesa Civil do Estado de São Paulo.

O curso, realizado das 8h às 17h, está sendo ministrado por Eymar Silva Sampaio Lopes, pesquisador da divisão de processamento de imagens do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e coordenador do Sismaden e tem como objetivo fornecer informações sobre a estrutura da base de dados e a efetiva operação do sistema. “A principal aplicação do sistema aqui é em relação ao problema de queimadas e incêndios florestais”, explica, referindo-se ao uso do sistema em Cabrália.

Segundo ele, a primeira versão do software, responsável pela coleta das informações disponibilizadas pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climático (Cptec-Inpe) de Cachoeira Paulista e pela Divisão de Processamento de Imagens (DPI-Inpe) de São José dos Campos apresentava uma série de limitações. “A partir de julho deste ano foi liberada a versão 2, com várias melhorias e facilidades para gerenciar os dados que vêm de institutos de meteorologia e analisar esses dados em tempo real com a área de aplicação que você está dando ao sistema”, explica.

O pesquisador revela que, com base no cruzamento dos dados meteorológicos com a vulnerabilidade das áreas monitoradas, é possível determinar qual estado de alerta deverá ser dado, em função das condições climáticas identificadas, com o objetivo de minimizar os danos causados pelos desastres naturais.

O geógrafo, coordenador da Defesa Civil e responsável pelo Ciaden de Cabrália Paulista, Evandro Antônio Cavarsan, explica que o sistema está funcionando, em caráter experimental, desde abril. “O Ciaden de Cabrália é um projeto piloto no Estado de São Paulo, que pretende ampliar esse sistema de monitoramento de desastres para todo o Estado”, conta. “Cabrália vai monitorar toda a região de Bauru e depois, isso será expandido para outras regiões até que o Estado todo fique conectado”.

A diretora do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) de Bauru, Ana Maria Gomes Held, conta que um meteorologista e um analista de sistemas do órgão estão participando do curso em Cabrália Paulista para conhecer o sistema de monitoramento de desastres que deverá, em breve, abranger toda a região. Com dois radares é possível monitorar toda a área central e oeste do Estado.

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