Política

Bauru se mobiliza por radioterapia

Monise Centurion
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A necessidade de ter o tratamento de radioterapia novamente em Bauru mobiliza políticos, entidades e a população. Ontem, durante todo o dia, pessoas ligadas aos mais diferentes segmentos da sociedade tentaram somar esforços para agilizar a chegada da ampola de cobalto (componente do aparelho de radioterapia), material comprado por meio de licitação que precisa vir do Canadá para permitir a retomada do funcionamento do equipamento no Hospital Manoel de Abreu.

Com o equipamento quebrado há cerca de dois meses, os pacientes do município viajam até Jaú, distante a 47 quilômetros, para receber tratamento no Hospital Amaral Carvalho (HAC). A causa mobilizou o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), o vereador Amarildo de Oliveira (PPS), o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), a diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, o diretor do Hospital Estadual (HE), Antero Frederico Macedo de Miranda, e ainda o secretário municipal Fernando Monti.

“Quando houve a quebra do equipamento, o teto financeiro repassado do Hospital Manuel de Abreu foi transferido para o Amaral Carvalho fazer o atendimento destes pacientes. Estamos aguardando regularizar a situação de Bauru para trazer esses pacientes de volta. A situação é complexa porque a ampola de cobalto está sendo importada. Ela pode demorar para chegar de quatro a seis meses em Bauru”, afirma a diretora do DRS-6, Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira.

Doroti esteve reunida na tarde de ontem, com Antero Frederico Macedo de Miranda, diretor HE, que gerencia o Manoel de Abreu, para tratar, entre outros assuntos, da questão da radioterapia. “Vamos pedir ao Estado que esse trâmite de importação possa ser agilizado e a gente consiga receber a ampola o mais rápido possível”, diz Miranda.

O equipamento apresentou problema técnico no dia 10 de junho. Por empregar componente tóxico, teve de ser desativado temporariamente para garantir a segurança dos pacientes e funcionários, uma vez que a radioterapia é um método utilizado para destruir as células tumorais por meio de feixes de radiações ionizantes.

De acordo com o diretor do HE, a pastilha de cobalto, que havia anteriormente, não foi trocada pela empresa terceirizada por problemas anteriores de dívidas. Porém, quando esse problema foi sanado e ficou acertada a compra de uma nova pastilha, a Vigilância Sanitária interditou o serviço. “Foi aberta então uma licitação, a empresa foi aprovada pela Anvisa, fizeram a compra e esperamos apenas a chegada da ampola para resolver a questão.”

Quem também espera resolver o assunto é o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, que desde que o aparelho quebrou passou a ter de providenciar transporte para os pacientes até Jaú. “O que não tem cabimento é uma cidade do tamanho de Bauru não ter o serviço de radioterapia. Queremos que o mais rápido possível o tratamento seja restabelecido na cidade”, afirma Monti.

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