Madri - Um carro-bomba que levava cerca de 200 explosivos atingiu na madrugada de ontem (horário local) um quartel da Guarda Civil na cidade espanhola de Burgos, na região central do país. O atentado foi atribuído ao grupo terrorista separatista ETA.
A explosão ocorreu por volta das 4h na parte de trás do quartel. O número de pessoas feridas no ataque chegou a 60. Grande parte das vítimas ficou ferida por estilhaços de vidro.
De acordo com a investigação, os criminosos estacionaram uma Mercedes Vito de cor branca cerca de 16 metros da fachada da frente do edifício, na tarde de anteontem.
O jornal espanhol “El Pais” afirma que o atentado deixou uma “grande cratera” - de sete metros de largura e um metro e meio de profundidade- no solo. Imagens mostram boa parte da fachada do prédio residencial destruída.
A detonação destruiu a fachada de alguns dos imóveis da área e fez com que marquises e janelas ficassem penduradas. Os danos provocados a edifícios próximos foram tamanhos que provocaram a desocupação preventiva das construções.
A polícia local habilitou suas próprias instalações e um ginásio de esportes para alojar provisoriamente os moradores afetados. As autoridades já isolaram a área para investigar os detalhes da explosão.
O ETA quer a separação do País Basco e costuma protagonizar este tipo de ataque terrorista contra forças de segurança espanholas. Apesar disso, uma de suas características é alertar para a realização dos ataques - o que não ocorreu neste caso.
Os terroristas pretendiam “fazer o maior dano possível”, explicou o delegado do governo na comunidade autônoma de Castela e Leão, Miguel Alejo, que se deslocou ao local do crime, assim como o presidente do governo dessa região, Juan Vicente Herrera. Segundo Herrera, o atentado contra o quartel “foi realizado com intenção de matar”.
O último atentado assumido pelo grupo separatista basco foi em 3 de dezembro passado, quando um atirador do ETA matou o empresário Ignacio Uría Mendizábal, em Guipúzcoa.