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Sobre o Agente Laranja

Rodrigo Almeida
| Tempo de leitura: 2 min

Com relação ao artigo Conscientização de valores, publicado na edição de ontem (31/7/09), no Jornal da Cidade, assinado por Lúcia Helena Bueno Gaio Martins, empresária e pós-graduada em agricultura orgânica biodinâmica, a Monsanto esclarece que, durante a Guerra do Vietnã, as tropas de guerrilheiros usaram seu conhecimento sobre a selva sul-vietnamita para pegar em emboscada soldados americanos e aliados. O governo norte-americano, nos termos da Lei de Produção para a Defesa, determinou que, de 1962 a 1971, sete empresas, incluindo a Monsanto - que na época era uma empresa que operava principalmente na área de produtos químicos - fabricassem um desfolhante que ficou conhecido como Agent Orange (Agente Laranja) para uso militar. Para o governo, os benefícios para as tropas (privando o inimigo de cobertura vegetal) superavam em muito quaisquer riscos que o Agente Laranja pudesse oferecer e especificou como o herbicida deveria ser produzido e usado no campo, incluindo as taxas de aplicação.

Quando surgiram as incertezas acerca dos efeitos de longo prazo do Agente Laranja, o Congresso Americano orientou o Instituto de Medicina, que pertence à Academia Nacional de Ciências, que formasse um comitê para, a cada dois anos, realizar uma análise sobre a associação estatística entre as várias doenças e a exposição ao produto. Após mais de 30 anos de estudos epidemiológicos, não foi encontrada evidência científica mostrando conexão entre a exposição ao Agente Laranja e alguma doença em humanos.

Recentemente, a Suprema Corte Americana permitiu que as decisões da corte federal em primeira instância prevalecessem. Estas rejeitavam as acusações de civis vietnamitas e veteranos americanos de que os fabricantes deveriam ser responsabilizados pela ocorrência de problemas de saúde nos autores. Os tribunais de primeira instância haviam decidido que os fabricantes eram prestadores de serviços do Governo norte-americano e, portanto, estavam protegidos por um código de defesa específico.

Em 1984, a Monsanto foi uma das diversas empresas de produtos químicos que concordou em participar de um acordo no valor de US$ 180 milhões em ação civil pública dos veteranos dos Estados Unidos sobre a questão do Agente Laranja. As empresas não admitiram responsabilidade. A Monsanto tem grande respeito pelos soldados enviados à guerra e a todos os afetados pelo conflito. Afirma, ainda, que durante todos estes cerca de 40 anos, sua posição tem sido de que as reclamações dos vietnamitas foram tratadas da melhor forma nas discussões entre os governos envolvidos.

O autor, Rodrigo Almeida, é diretor de Assuntos Corporativos Monsanto do Brasil

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