São Paulo - A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou ontem acreditar que grávidas têm mais risco de contrair gripe e que, por isso, elas devem reforçar a prevenção perante a atual pandemia de gripe suína - como é chamada a gripe A (H1N1). O último balanço da pandemia de gripe suína indica que, no mundo, mais de 134 mil pessoas já se infectaram com o novo vírus. Destas, 816 morreram.
Segundo a OMS, a gripe suína afeta mais os jovens e, como grávidas tendem a ser jovens, elas têm mais risco. O grupo, além de aumentar os mecanismos preventivos, deve buscar consultar um médico logo após o aparecimento dos primeiros sintomas. A OMS não possui restrições quanto à prescrição de antivirais às grávidas, desde que mediante controle.
Pessoas com fatores de risco - principalmente grávidas, cardíacos e hipertensos - têm 3,5 mais possibilidade de morrer de gripe suína do que as demais, de acordo com análise do Ministério da Saúde que levou em conta apenas os pacientes que desenvolveram a forma mais grave da doença.
Quando a vacina para a gripe suína estiver pronta, as grávidas deverão receber atendimento prioritário, ainda conforme a OMS.
O alerta da OMS às grávidas faz eco a um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA e publicado na revista “Lancet” segundo o qual, além das gestantes, mães de recém-nascidos, crianças e jovens com 6 meses a 24 anos e pessoas de 25 a 64 anos com asma, diabetes e doenças cardíacas também deverão receber as primeiras vacinas.
Na semana passada, o ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, recomendou que as gestantes evitem freqüentar locais fechados e com aglomeração de pessoas, por causa da facilidade de transmissão do vírus.
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Mais mortes em SP
São Paulo - A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou ontem mais dez mortes de pacientes com gripe suína - a chamada gripe A (H1N1) - no Estado, totalizando 37 óbitos registrados em São Paulo. No País, são 76 mortes confirmadas, segundo dados da secretarias estaduais de Saúde e do governo federal.
Balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde somava 56 mortes no País. Porém, foram confirmadas mais quatro mortes ontem no Rio; outras seis mortes - duas divulgadas na quarta e quatro ontem - no Rio Grande do Sul; e estas dez mortes divulgadas pelo governo de São Paulo - que não estavam no levantamento.
Porém, no início da noite de ontem, a Secretaria de Saúde de Campinas (a 93 km de São Paulo) confirmou mais uma morte pela doença - a quarta na cidade - que ainda não havia sido contabilizada pelo governo do Estado. Uma garota de 17 anos morreu ontem em conseqüência da gripe suína em Campinas, sendo a quarta vítima da doença na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a adolescente estava grávida de gêmeos, mas os bebês nasceram no último dia 14 e passam bem. O caso ainda não foi contabilizado pela secretaria do Estado.
O balanço do Estado contabiliza as mortes registradas entre 27 e 31 de julho. O órgão não informa, entretanto, detalhes sobre os casos ou onde ocorreram, apenas as regiões.
Minas Gerais é mais um Estado que decidiu adiar o início do semestre letivo por causa da gripe A (H1N1). As aulas que deveriam começar na segunda-feira serão adiadas para o dia 10.