Esportes

Tênis: Future terá uma final ‘brazuca’

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

No Future com maior número de estrangeiros na temporada no Brasil, a final de simples será entre dois brasileiros. Tiago Lopes e Eladio Ribeiro Neto entram em quadra hoje, às 10h30, para definir o campeão do 2.º JCNET Future Tennis Cup. A chave principal do torneio reuniu 32 tenistas de vários países em busca dos 17 pontos que o campeão recebe no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) – o vice fica com nove e os semifinalistas com cinco. Para garantir vaga na decisão desta manhã, Lopes superou o também brasileiro Fernando Romboli por 6-4 e desistência e Ribeiro passou pelo argentino Juan Pablo Villar por 2 sets a 0, parciais de 7-5 e 6-4.

Tenistas melhor ranqueados da competição, Lopes (número 372 da ATP) e Ribeiro (389) já se conhecem e esperam uma partida duríssima esta manhã. “Já estou feliz pela semana. É aproveitar ao máximo amanhã (hoje), entrar em quadra e fazer o que sei fazer melhor. Vai ser um jogo bom, o Eladio é grande jogador e espero conseguir executar todas as coisas que venho executando durante a semana”, comenta Lopes.

“Vai ser um jogo duríssimo, muito complicado. Ele está no melhor ranking da carreira dele e eu no meu. Então, não dá para esperar facilidade”, aponta Ribeiro. “Nós temos mais ou menos a mesma idade e nos conhecemos desde o juvenil. Já jogamos algumas vezes e a última ele ganhou, mas é sempre um jogo duro”, acrescenta Lopes, que reitera a expectativa por uma batalha na final. “Da mesma maneira que eu o estou respeitando, ele vai entrar na quadra sabendo que é um jogo difícil”, projeta. Lopes tem 22 anos e Ribeiro um ano a mais.

Ribeiro acredita que o fato de serem velhos conhecidos é positivo para quem irá acompanhar a final. “Vai ser legal, bacana para o pessoal assistir. Pelo fato de nos conhecermos, deve ter bastante troca de bola, não vai ficar um surpreendendo o outro a todo momento. Vou buscar dar mais ritmo, ele é mais agressivo”, observa. Seu adversário compartilha da opinião, mas pensa em “criar” alguma surpresa para ficar com o título. “Do meu lado, sei como é jogar com ele. Ele vai implantar as táticas que vem usando contra mim. A gente treinou bastante, deu para trabalhar muitas coisas e vamos ver se dá para surpreendê-lo”, declara.

Lopes admite que estará menos desgastado que Ribeiro na final, já que jogou apenas um set na semifinal. “O fato do Fernando (Romboli) ter desistido me deixa com o físico um pouquinho mais inteiro que o do Eladio. Não acredito que vá fazer grande diferença, mas é um aspecto positivo”, considera. Ribeiro espera superar a desvantagem com o bom preparo físico. “Ele vai estar um pouco melhor fisicamente, mas não joguei nenhuma negra (terceiro set) no torneio e me preparei muito bem, principalmente no aspecto físico, para jogar aqui”. O 2.º JCNET Future Tennis Cup tem premiação de 10 mil dólares.

Argentinos são campeões nas duplas

A parceria argentina Patricio Heras e Agustin Picco conquistou o título do torneio de duplas do JCNET Future. Em final disputada ontem à tarde, derrotaram Mauricio Doria-Medina, da Bolívia, e Gaston-Arturo Grimolizzi, da Argentina, por 2 sets a 0, parciais de 7-5 e 6-4 e ficaram com o troféu da competição. Foi o quinto título em duplas do especialista Picco e o primeiro de Heras. A parceria segue junta para o próximo compromisso de ambos, o Future de Juiz de Fora.

Em uma decisão equilibrada, as duplas mantiveram seus serviços no primeiro set até 12º game. No 13º, Heras e Picco conseguiram a quebra para fazer 6-5 e ficar com a oportunidade de fechar o set. Os argentinos não desperdiçaram a chance e sacaram para vencer a primeira parcial por 7-5. No segundo set, houve mais tranqüilidade. Aparentemente abalados pela derrota na parcial anterior, Doria-Medina e Grimolizzi não conseguiram confirmar seu serviço no terceiro game. Com uma quebra à frente logo no início, Heras e Picco não permitiram reação aos rivais, que endureceram vários games, mas não obtiveram a quebra. Assim, fecharam a partida no 10º game em 6-4.

O campeões analisaram a vitória e elogiaram os adversários, após a decisão. “Os dois sacam muito bem, são grandes e é complicado passar por eles na rede, já que voleiam bem. O Agustin sacou muito bem, estivemos atentos na rede e creio que foi o que nos deu a vitória na partida”, comenta Heras. “Foi uma final muito disputada. Eles são dois jogadores muito bons, que jogam forte no fundo e fecham bem na rede. Graças a Deus, pudemos ganhar”, complementa Picco.

Especialista em duplas, Picco estava feliz em vencer ao lado do amigo. “É a primeira vez (que é campeão) com Patricio. Nos conhecemos há muito tempo e é um prazer jogar com ele. E nos divertimos, que é o que mais importa”, observa. O plano é seguir em busca de novos títulos. “Já disputamos outros torneios juntos na Argentina e vamos seguir jogando juntos”, projeta Heras.

Ambos também elogiaram o Future bauruense. “A organização me pareceu muito boa. Estiveram atentos em tudo, na ordem nas das quadras e organizaram tudo da melhor maneira”, aponta Heras.

Comentários

Comentários