Geral

Metrópole noroestina

Adilson Camargo
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Após a inauguração dos primeiros 48 quilômetros da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), Bauru começou a viver uma vida de metrópole. Segundo relata Lúcia Helena Ferraz Sant’Agostino em seu trabalho de mestrado, malas postais, cargas, passageiros e, sobretudo, caixeiros-viajantes começaram a chegar na cidade. Os hotéis começaram a receber pessoas importantes. Como conseqüência, os investimentos na cidade cresceram com uma rapidez incrível.

Dentre as conquistas desse época, Lúcia Helena cita a fundação da Sociedade Italiana “Dante Alighieri”, Coletoria Federal, instalação provisória da cadeia pública, construção de mais hotéis, olarias, serrarias, pequenas indústrias de ferraria, móveis, colchões, bebidas, inauguração do Cemitério da Saudade, do Paço Municipal, do vice-consulado italiano, serviço de água e esgoto, luz elétrica, cinema, instalação da Comarca de Bauru, construção do hospital Santa Casa de Misericórdia e do primeiro grupo escolar.

Isso para citar os avanços ocorridos até 1912. Lúcia Helena cita uma monografia de 1913 intitulada “O Estado de São Paulo e seu municípios” que assim descreve Bauru: “Bauru é um centro econômico de notável importância (…) pode-se considerar o centro e a capital da zona ocidental do grande Estado de São Paulo (…)”

Entre as décadas de 1920 e 40, Bauru decola com os 100 milhões de pés de café plantados na região noroeste do Estado. Funcionários e suas famílias são transferidos para cá e passam a ser muito bem pagos. A cidade ganha um “parque industrial”. Inauguradas em 1921, as oficinas da NOB constituem-se no cartão postal de Bauru, junto com o pátio e o edifício da nova estação ferroviária, que congregará as três ferrovias, a partir de 1937.

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