Tegucigalpa - O professor hondurenho ferido à bala na cabeça na última quinta-feira durante enfrentamentos com a polícia em um ato de protesto a favor do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, morreu ontem em conseqüência dos ferimentos.
Vallejo, que entrou em coma na quinta após ser operado, é o segundo simpatizante de Zelaya que morre devido a incidentes com as forças de segurança ocorridos desde a expulsão do presidente do país pelo Exército, em 28 de junho.
Ele foi atingido por uma bala durante a retirada de um bloqueio em uma via da saída no norte da capital pela polícia e pelo Exército.
Um cinegrafista que acompanhava o protesto viu policiais usando bombas de gás lacrimogêneo e balas para dispersar os manifestantes. No entanto, a polícia disse em um comunicado que não disparou o tiro que matou Vallejo.
Nesses incidentes, houve seis feridos e 88 detidos, segundo a polícia. Mas, de acordo com o movimento que apoia o retorno de Zelaya, foram 72 feridos e mais de cem presos. Tanto os partidários de Zelaya quanto aqueles que apóiam o governo interino comandado por Roberto Micheletti têm organizado freqüentes protestos desde 28 de junho. No entanto, as manifestações dos favoráveis a Micheletti não são confrontados por forças de segurança.
No início de julho, um jovem foi morto quando soldados atiraram contra a multidão que aguardava o retorno de Zelaya no aeroporto de Tegucigalpa.
Zelaya foi deposto nas primeiras horas do dia 28 de junho, dia em que pretendia realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais que havia sido considerada ilegal pela Justiça. Com apoio da Suprema Corte e do Congresso, militares detiveram Zelaya e o expulsaram do país, sob a alegação de que o presidente pretendia infringir a Constituição.