JC Criança

Eles são minitorcedores

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Gooool! Quem nunca gritou assim para comemorar quando seu time altera o placar? Futebol também é coisa de gente pequena! O JC Criança de hoje é sobre minitorcedores. Crianças que, como você, têm um time do coração e se emociona por causa dele.

Na rua, escola, clube, campinho do bairro ou mesmo no quintal de casa. Desde cedo, a galerinha começa a praticar futebol e a imitar os jogadores dos seus times preferidos. É como se o grito de gol estivesse “entalado” na garganta dos brasileirinhos esperando a próxima partida para sair em tom alto e com muita alegria.

A emoção de gritar “gol” e ver seu time jogando já foi sentida pelo são-paulino Tiago Oliveira da Silva. Aos 9 anos de idade, ele já viu o São Paulo jogando e marcando gols por duas vezes no estádio do Morumbi. “Gostei muito de ver aquela multidão de torcedores com a camisa do São Paulo”, conta.

O símbolo do time, todo iluminado e no alto do estádio, foi o que mais marcou o minitorcedor que foi com toda a família: pai, mãe e dois irmãos para ver de pertinho o tricolor, time adorado por toda a família.

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Herança de família Para a psicóloga Maria Ivone Marchi Costa, quando o time do coração é o mesmo do pai ou de outro membro da família, pode significar admiração e identificação da criança com esse parente.

“O Palmeiras é a minha herança”. A frase dita por Pedro Galbiatti Martins, 8 anos, demonstra bem o que o time significa na família do garoto. Uma geração de torcedores dos dois lados, tanto do lado materno quanto paterno.

O menino, que já saiu da maternidade usando macacão do verdão, tem um verdadeiro arsenal de objetos do time espalhados pelo quarto e pela casa toda. Na hora do banho, a toalha é verde e branca. No chão, o tapete não poderia ser outro senão com o símbolo do Palmeiras.

Toalhinha de mão, camisetas, bonecos com roupa do clube, bonés, luminárias, porta-trecos, gorrinho, ímã de geladeira e abridor de garradas que tocam o hino do time completam a coleção do garoto. “Tenho uma bola oficial autografada que ganhei de um primo que foi preparador físico do verdão”, completa.

A mãe de Pedro diz que o filho gosta tanto de esportes que as festas de aniversário sempre são baseadas em modalidades esportivas, e a garotada se diverte com elas.

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Palavra de quem entende Ter um time do coração é muito saudável. Afinal, o futebol é um esporte e, assim sendo, é uma forma positiva de canalizar parte das energias e da admiração da criançada. Mas a psicóloga clínica especialista em crianças e família Maria Ivone Marchi Costa adeverte: cuidado com os exageros!

Esse amor pelo time de futebol, seja ele Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos ou qualquer outro, não pode ser de forma obsessiva. E nada de atrapalhar suas atividades escolares e familiares, ou a diversão com os amigos!

Vale lembrar, ainda, que competir e “discutir” futebol com os amigos e parentes pode não ser uma forma negativa se isso for exercido de forma branda, tranqüila, sem muito nervosismo. Torcer para times diferentes pode ser fonte de conversas e brincadeiras saudáveis, já que o futebol é assunto em comum. O ideal é brincar e se divertir com as diferenças, perdas e vitórias do seu time do coração.

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