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Familiares de vítimas do vôo 447 querem o Brasil nas investigações


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Rio de Janeiro - Em reunião realizada ontem no Rio, a Associação dos Familiares das Vítimas do Vôo 447 decidiu entrar nesta semana com uma ação no Ministério Público Federal e recorrer à Agência Nacional de Aviação Civil pedindo a participação de autoridades brasileiras na investigação do acidente com o Airbus A330 da Air France, que matou 228 pessoas.

Nelson Marinho, 66 anos, presidente da associação, disse que os parentes não consideram “justa’’ a atual investigação, a cargo de autoridades francesas, e que as informações são repassadas a eles de “maneira truncada’’.

Uma das hipóteses para o acidente é que tenha ocorrido uma falha nos sensores externos que medem a velocidade da aeronave, os tubos pitot.

Na semana passada, a Airbus recomendou que as companhias aéreas troquem ao menos dois dos três sensores fabricados pela francesa Thales. A Agência Europeia de Segurança Aérea anunciou que recomendará a proibição dos sensores produzidos pela empresa, usados nos modelos A330 e A340.

Na reunião, os parentes também decidiram que vão pedir ajuda às autoridades francesas e brasileiras para a realização de um culto ecumênico no local onde aconteceu o acidente. No dia 29 de junho, a Marinha realizou uma homenagem póstuma no mar, a 35 km do porto de Recife. Convidados, os parentes não compareceram.

Marinho lamentou a ausência na reunião de ontem do embaixador francês encarregado de apoiar as famílias, Pierre Jean Vandoorne, e de representantes do BEA (Escritório de Investigação e Análise da França). Segundo ele, foram formalmente convidados.

A reunião marcou os dois meses do acidente com o avião, que seguia do Rio para Paris e caiu no dia 31 de maio no oceano Atlântico. Foram encontrados 50 corpos.

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