Tribuna do Leitor

Quem paga o porco?


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As secretarias de Saúde municipais e estaduais obrigaram as escolas públicas e particulares a adiarem o início das aulas para o dia 17 de agosto. Independente da eficácia da medida, a minha preocupação se volta ao prejuízo que isso irá provocar nas escolas particulares. Em reuniões realizadas com professores, algumas falam em antecipar o período de férias que seria gozado em outubro (popular semana do “saco-cheio”), o que é incorreto. Porém, nem mesmo essa atitude resolve todo o problema de reposição das aulas. Sendo assim, serão necessárias aulas extras. A aula extra tem que ser paga e com valores acrescidos. Algumas escolas teriam seu retorno no dia 27 de julho, o que representa 20 dias de reposição.

Quase o dobro de uma folha de pagamento dos professores irá recair sobre a escola sem preparação prévia para tanto. Alguns podem pensar: como os professores não estão dando aula agora, podem repor depois. Gostaria de lembrar que estamos à disposição das escolas e do calendário firmado no início do ano letivo. Outros dirão: é uma situação de pandemia, todos devem colaborar. Espero que os pais assim entendam, caso seja necessário acréscimo de mensalidades para pagamento de professores e aulas extras. O meu alerta é de que um problema existe, e não serão os professores que irão pagar essa conta. Com a palavra os representantes de categoria: o presidente do sindcato das escolas particulares e o presidente do sindicato dos professores.

Policarpo de Assis - professor

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