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Campeonato Brasileiro: Verdão ‘tropeça’ em casa no Grêmio

Renan Cacioli
| Tempo de leitura: 3 min

O Palmeiras não conseguiu vencer o Grêmio – ficou no 1 a 1, ontem, no Parque Antártica –, em jogo tido como decisivo pelo técnico Muricy Ramalho. E o treinador, que ganhara as duas desde que assumiu o time, conheceu o primeiro tropeço na nova casa. “Foi justo. A proposta deles é essa mesmo, de jogar retrancado fora de casa. O que a gente não poderia imaginar era perder”, disse o goleiro Marcos. A partida terminou de forma dramática para os gaúchos, que atuaram com um a menos desde os 38min da etapa final.

O zagueiro Réver, em choque pelo alto com Diego Souza, caiu grogue no gramado. Substituído, foi levado à Santa Casa por precaução. De acordo com o médico do Palmeiras, Otávio de Vilhena, ele estava consciente ao ser colocado na ambulância. Como o técnico Paulo Autuori já havia feito as três alterações, o Grêmio segurou como pôde a pressão do adversário.

Taticamente, o jogo começou com um desenho muito favorável aos donos da casa. Paulo Autuori armou o Grêmio num 4-2-3-1, formando uma linha de três meias - Souza, Tcheco e Douglas Costa. Diante da inércia dos laterais, que não avançavam, e dos meias, que não voltavam para auxiliar na marcação, toda a carga do ataque palmeirense recaía sobre os dois volantes, Túlio e Adilson, e os dois zagueiros, Léo e Réver.

O Palmeiras logo percebeu que, ultrapassada a linha do trio de armadores gaúchos, poderia, em bloco, atacar pelos dois lados do campo. Assim, os lances de ultrapassagem de Wendel pela linha de fundo obrigavam Fábio Santos a chegar na ponta do gramado, deixando um buraco na defesa. Com precisão nos cruzamentos, uma de suas principais qualidades, Wendel cansou de deixar Obina e Ortigoza em boas chances de cabecear.

De tanto insistir, o líder do campeonato chegou ao gol aos 29min. Wendel avançou e ergueu a bola para Cleiton Xavier desviar de cabeça: 1 a 0. A partir daí, o Grêmio saiu para o jogo. E equilibrou a partida. Jadílson, que entrou na vaga de Fábio Santos, machucado, deu mais mobilidade ao lado esquerdo gremista.

Confiante, o time gaúcho conseguiu empatar aos 32min, em cruzamento de Souza que Maxi López completou. Nos instantes finais da etapa, o Palmeiras só não sofreu a virada por causa de Marcos. A metade final do jogo não teve favorito. Ambas as equipes se arriscaram e criaram chances para vencer. Nenhuma, porém, foi feliz nas conclusões.

Robert

A contratação de Robert não pôde ser sacramentada ontem, como era esperado, já provocando um certo pessimismo na diretoria de futebol do Palmeiras. Tudo por conta de um impasse em torno do tempo de empréstimo do atacante pelo Monterrey, clube mexicano que detém seus direitos.

Foi acertado que Robert seria emprestado até dezembro. Isso já está definido. O problema é que o Palmeiras quer a inclusão de uma cláusula de renovação automática até o final da Libertadores de 2010, que deve ser disputada em agosto, depois da Copa do Mundo na África do Sul. Mas o Monterrey só aceita deixá-lo no Palmeiras até 30 de junho de 2010, limite para inscrições no Campeonato Mexicano a ser disputado no segundo semestre.

O impasse parece pequeno, mas não é. “Imagina se o Robert for titular absoluto no ano que vem e a gente tiver de liberá-lo logo nas finais da Libertadores! Como ficaríamos?”, disse uma pessoa ligada à diretoria palmeirense. O gerente de futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio, admite preocupação com o caso. “Está tudo bem avançado, mas não dá para dizer que está certo por causa desses probleminhas que surgiram nos últimos dias”, afirmou. Robert até já fez os exames médicos.

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