Internacional

Hillary lamenta ausência americana no Tribunal Penal Internacional

Folhapress
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Nairóbi - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse ontem que é “uma grande lástima” que os Estados Unidos não sejam signatários do TPI, o Tribunal Penal Internacional, instalado em Haia. “Porém, nós apoiamos o trabalho da Corte e continuaremos assim, sob o governo (do presidente, Barack) Obama”, disse.

Os EUA firmaram o Tratado de Roma de 1998, que estabelecia a criação do TPI, quando o marido de Hillary, Bill Clinton (1993-2001), ainda era presidente. O tratado não chegou a ser ratificado no Congresso, e o sucessor de Clinton, George W. Bush (2001-2009), cancelou a assinatura, alegando que o tribunal poderia perseguir as tropas americanas no exterior. Em 2002, quando a Corte foi aberta, Bush foi claramente contrário a ela.

O TPI é a primeira corte permanente para julgar crimes de guerra e contra a humanidade. Desde sua abertura, ela investigou conflitos em Uganda, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Darfur (Sudão). Também ordenou as prisões do líder rebelde ugandense, Joseph Kony, e do presidente do Sudão, Omar Hassan Al Bashir, entre outros.

No total, 110 países, incluindo o Brasil, são signatários do TPI.

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