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Uma Bauru melhor de se viver

Samuel Biassi do Nascimento
| Tempo de leitura: 3 min

Conhecida como “Capital da Terra Branca” e “Cidade sem Limites”, Bauru está completando neste mês 113 anos de emancipação como município. A história de Bauru é marcada por uma trajetória de conquistas e progresso. Em sua origem encontramos uma pequena vila, a Vila de Bauru, sediada no município de Espírito Santo da Fortaleza, que conquistou o direito de ser município devido à sua crescente prosperidade. Hoje, encontramos em Bauru uma gama de bens e serviços prontos para atender seus quase 400 mil habitantes: Universidades, Faculdades, Escolas Técnicas, Shopping, Clubes, Cinemas, Teatros, Kartódromo, Zoológico, Horto Florestal, Time de Futebol Profissional (E.C.Noroeste), Aeroporto, Aeroclube, Canais de Televisão, Rádios, Parque Industrial, Calçadão Comercial, Hipermercados, Hospitais, Igrejas de várias confissões, etc... Assim é a nossa Bauru, uma mini-metrópole refletida em seu brasão que aponta sempre para um futuro cada vez mais glorioso.

Todo este quadro atual é fruto de um pendor político, marcado pelo liberalismo que une cada vez mais o poder público e o privado no ideal de sempre levar Bauru a superar seus próprios limites. Com uma geografia privilegiada dentro do grande Estado de São Paulo, Bauru reúne hoje um exército de empresários e trabalhadores que fazem desta cidade uma potência na economia regional. Apesar das adversidades políticas históricas, Bauru não perdeu seu impulso de crescimento devido à operosidade e dinamismo de um povo que sabe fazer acontecer. Bauru carrega em seu DNA a marca da construtividade e do progresso!

Tudo isso faz de Bauru uma cidade especial, porém, todo esse desenvolvimento trouxe consigo mazelas sociais que extrapolam o espírito de civilidade. As carências sociais crescem à medida que cresce a cidade. A marca da banalidade aparece todos os dias nos jornais da cidade, demonstrando que todo crescimento trouxe também muitas dores e sofrimentos.

O perfil interiorano se perdeu em meio à urbanidade, isolando as pessoas que vivem dentro da mesma cidade. Cidadãos solitários caminham pela cidade em busca de esperança, vítimas do niilismo da pós-modernidade, tentando fazer da cidade, seu solo sagrado. Certamente cada cidadão bauruense deseja o melhor para Bauru. Todos querem que sua cidade seja um pedacinho do céu na terra, um lugar cheio de paz, justiça e harmonia. Pode parecer uma utopia... E talvez seja mesmo, pois o mal sempre existirá no meio da sociedade, portanto, o desafio para o convívio social é cada cidadão procurar ao máximo adotar uma postura ética em suas relações. Atitudes como a solidariedade, a honestidade nas transações e o respeito mútuo, certamente ajudarão na construção de um espaço melhor para se viver.

Muitas são as esperanças do povo bauruense. A cada dia surgem novas realidades nesta cidade sem limites. A violência cresce como resultado natural da urbanização que destrói gradativamente o perfil interiorano de nossa cidade. Propostas dos setores público e privado procuram dar novos rumos, possibilitando uma melhor qualidade de vida para cada cidadão. Todas as tentativas são validas e necessárias, porém, se tornam um paliativo diante da profundidade dos dilemas humanos característicos desta época. O nosso povo precisa de investimentos sociais, melhorando o visual e a relações comerciais em nossa cidade. Os bauruenses merecem o melhor! Aprendi a amar esta cidade e orar pela sua felicidade, por isso, insisto para que cada cidadão bauruense faça de Bauru um lugar melhor de se viver partindo de uma renovação interior, fazendo de Jesus Cristo seu salvador.

O autor, Samuel Biassi do Nascimento, é teólogo e pastor titular da Primeira Igreja Batista de Bauru

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