Depois de duas vitórias seguidas fora de casa, contra Náutico e Coritiba, o Santos enfrenta o Avaí, hoje, às 18h30, na Vila Belmiro, precisando ganhar para consolidar a recuperação e não beneficiar o concorrente direto na briga por vaga na Copa Libertadores da América de 2010. Os santistas têm um jogo a menos (contra o Internacional, remarcado para o próximo dia 26) e ficam perto do G-4, empatados com os catarinenses, com 26 pontos, em caso de vitória.
Ainda sem poder contar com Fábio Costa, que se recupera de contusão no pé direito, George Lucas e Emerson, recém-contratados e fora de forma, Vanderlei Luxemburgo deve manter o time que começou a partida de quarta-feira passada com Pará na lateral direita, Eli Sabiá na zaga e Rodrigo Mancha ao lado de Rodrigo Souto no meio de campo. O único suspenso pelo terceiro cartão amarelo é o reserva Robson.
“Temos trabalhado forte para manter a regularidade. E para conseguirmos a terceira vitória seguida nada melhor do que voltar a jogar em casa”, disse Eli Sabiá. Ele foi contratado a pedido de Vágner Mancini, depois de se destacar no Paulista, de Jundiaí, mas estreou apenas sob o comando de Luxemburgo na vitória contra o Náutico, nos Aflitos. O técnico gostou de sua atuação e decidiu confirmá-lo como titular diante do Coritiba, deixando Domingos no banco. “Procuro fazer o mais simples, como Luxemburgo pede. A ordem é marcar forte do meio para trás e não perder na disputa da bola pelo alto”, acrescentou o zagueiro.
Como assumiu no dia seguinte à derrota no clássico contra o São Paulo, há menos de 20 dias, período em que o Santos disputou quatro jogos, Luxemburgo ainda não teve chance de fazer mudanças táticas. Apenas corrigiu o sistema de marcação para baixar o número de gols que o time vinha sofrendo. Até a sua estréia, na vitória diante do Atlético Paranaense, a equipe tinha sofrido 26 gols em 12 partidas. Em quatro rodadas sob o comando do novo treinador, foram três gols em quatro jogos.
Fabiano Eller
O zagueiro Fabiano Eller acertou ontem a sua rescisão de contrato com o Santos. O jogador, que durante a semana chegou a reclamar de salários atrasados que não haviam sido pagos, acabou aceitando a proposta dos santistas de rescisão amigável. Para que o acordo fosse feito, os santistas pagaram os dois meses de salário que deviam (julho e agosto) e o jogador aceitou não cobrar nada além disso para que a rescisão de contrato acontecesse.