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Polícia de Java mata terrorista islâmico


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Java - O terrorista islâmico Noordin Mohammed Top, considerado um dos homens mais procurados do sudeste asiático, foi morto a tiros durante uma operação realizada ontem pela Polícia da Indonésia na ilha de Java, informaram fontes policiais. Noordin, de nacionalidade malásia, foi morto em um tiroteio com os agentes que mantiveram cercada durante horas a casa em que se escondia. Os policiais ainda não divulgaram a situação dos fundamentalistas que o acompanhavam na casa.

Ele é suspeito de ter planejado atentados em Bali em 2002 e 2005, além de outros, incluindo inclusive os dois atentados contra hotéis de luxo na capital Indonésia, Jacarta, em julho passado.

Noordin teria sido um dos principais financiadores do grupo militante Jemaah Islamiyah e acredita-se que, recentemente, ele teria fundado seu próprio grupo.

A Jemaah Islamiyah tem ligações com a rede Al-Qaeda e tem um longo histórico de cometer atentados na Indonésia. Em paralelo à operação que culminou na morte do terrorista, a polícia realizou outra operação antiterrorista na localidade de Bekasi, nos arredores de Jacarta, na qual matou outros dois supostos terroristas.

Em entrevista coletiva, o chefe dos agentes, Bambang Hendarso, identificou essas duas pessoas como Aher Setyaawan, um ex-presidiário, e Eko Peyang, apontado como especialista na fabricação de bombas. No local, a polícia apreendeu 500 quilos de explosivos e um carro-bomba preparado para um atentado contra “um alvo específico”, explicou Hendarso.

As explosões nos hotéis Ritz-Carlton e Marriott, que ficam a cerca de 50 metros de distância um do outro, aconteceram em Jacarta no dia 17 de julho, uma sexta-feira.

O Marriott Hotel já havia sido seriamente danificado por atentado a bomba em 2003 que matou 12 pessoas, em um ataque que coincidiu com um período no qual militantes islâmicos realizaram vários atentados, incluindo o ataque a bomba em Bali, em 2002, que matou 202 pessoas.

País com a maior população muçulmana do mundo, a Indonésia tenta manter uma tradição de tolerância religiosa e governo secular, mas enfrenta a resistência de grupos radicais islâmicos.

O Jemaah Islamiyah é o principal desses grupos. Responsável pelo atentado de 2003 ao Marriott e pelo ataque de Bali, busca estabelecer um Estado islâmico independente formado pela Indonésia, Malásia, Cingapura, e as regiões do sul das Filipinas e da Tailândia. Mas dezenas de prisões de seus membros, entre eles alguns de seus líderes, havia diminuído nos últimos anos a capacidade de ataque do grupo.

Os ataques de 17 de julho ocorreram menos de um mês após as eleições presidenciais que reelegeram Susilo Bambang Yudhoyono, 59.

Eleito em 2004 para o primeiro mandato, de cinco anos, Yudhoyono prometeu dar continuidade às políticas de seu governo, marcadas pela firmeza contra o terrorismo islâmico e a corrupção, pelas reformas administrativas e pelo crescimento econômico.

A polícia pretende buscar uma amostra de DNA da família de Top para confirmar sua morte depois da troca de tiros em Java, declarou Bambang Hendarso Danuri, chefe da polícia nacional, em uma coletiva de imprensa.

“Se a família e a esposa quiserem vê-lo, são bem-vindos. Se este for Noordin Top, por favor nos permitam analisar o DNA. Se isso for feito, podemos dizer quem ele é”, disse ele.

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