Nacional

Conversando com o Bispo

Dom Caetano Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Dia dos Pais

Neste 2º domingo de agosto, comemora-se o dia dos pais. Ao compartilhar dessa festa com a sociedade, a Igreja não só quer destacar seu significado quanto aprofundar e estender sua reflexão por toda a semana. De 9 a 15 de agosto realiza-se a “Semana Nacional da Família”. Uma semana toda voltada ao tema da vocação para a vida em família, com atenção especial aos pais (pai e mãe). No entanto, quanto é necessário, hoje, uma revisão e uma revalorização da vocação e da missão do pai para o equilíbrio na vida familiar e a formação dos filhos!

Na abertura da V Conferência do Episcopado da América Latina e Caribe, em Aparecida, o Papa Bento XVI afirmou que a família, “patrimônio da humanidade, constitui um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos e caribenhos... A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação de seus filhos”. E os bispos lá reunidos, como se pode ler no Documento de Aparecida, incorporaram essas palavras do Papa na sua mensagem final para proclamarem com alegria a boa nova da família (cf. DA 114 a 119). As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil fizeram o mesmo (cf. DGAE 128 a 136), assumindo para valer o que Aparecida afirma e propõe sobre a família: “Tamanha é sua importância que deve ser considerada ‘um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora’” (DGAE 128).

Significa dizer que no conjunto das pastorais da Igreja, a pastoral familiar, além de ser uma prioridade, precisa estar bem articulada com todas as demais, principalmente com aquelas que estão mais ligadas a ela, como por exemplo: pastoral da criança, do menor, do idoso, da saúde, da promoção humana, carcerária, vocacional, etc.

Muito se poderia falar sobre a situação da família hoje. Mas é coisa bem sabida que a instituição familiar passa por uma grande crise. As mudanças sociais vêm afetando a vida como um todo, nos valores, costumes e comportamentos, inclusive quanto aos supremos valores éticos, morais e religiosos, desestruturando, em particular, a família. O melhor a fazer, porém, é a assunção de atitudes positivas. É o que a Igreja vem fazendo. Primeiro ela insiste na confiança e certeza de que “Deus ama nossas famílias, apesar de tantas feridas e divisões” (DA 119). Daí a importância da oração em família, na comunidade e em particular, para que não falte a graça do Senhor. E também da solidariedade dos irmãos e dos serviços concretos da comunidade de fé promovendo a família por meio de uma “pastoral familiar intensa e vigorosa”, que ajude os casais a superarem as crises, como já nos pediu o Papa Bento XVI.

Veja só como a Igreja, hoje mais do que nunca, nos seus documentos e pronunciamentos, pensa, defende e promove a família. A Família é “berço da vida”; é “a primeira sociedade, anterior ao Estado, detentora de direitos naturais e inalienáveis”; é um “bem primário do qual depende o Estado e as Instituições”; é “a primeira escola que educa para os valores e a cidadania; é “o lugar onde vida privada e realidade social se encontram, convergindo para o bem comum”; é “a primeira e principal catequista que educa para a fé”; é “a Igreja doméstica que ensina a conhecer e amar a Deus”; é “berço de vocações para a vida e a Igreja”. A Igreja propõe ações e participa da luta para que a família seja “valorizada e protegida pelo Estado, porque do bem dela depende ao mesmo tempo o bem da sociedade”. O respeito pela vida humana e a dignidade da pessoa, a convivência social e a responsabilidade pela construção do bem comum são virtudes que vêm do berço, nascem da experiência da vida em família.

A Pastoral Familiar da Diocese de Bauru vem cumprindo sua missão e prestando serviço a favor de nossas famílias. Venha você também, estimado leitor, enriquecer a Pastoral Familiar de sua Paróquia com sua participação e insubstituível atuação. Acompanhe a programação da Semana Nacional da Família. Parabéns aos pais! Em louvor de Cristo. Amém!

Dom Caetano FerrariBispo Diocesano de Bauru

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