Ser

Minha História: Para Jane


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Para Jane

A casa dela foi edificada nos fundos do terreno. Há um corredor, da frente até o fundo, com muitas plantas. Aquele é o caminho para um antro sagrado, protegido do mundo materialista. Nas terras sagradas da Palestina vivem monges no deserto. Moram em cavernas, cada monge na sua cela a qual chamam de laura. É na laura que praticam a vida contemplativa. Uma vida vivida na solidão.

A casa dela sugere uma laura. Um casulo onde abriga dentro dele uma alma pura, não corrompida pelo mundo. Os olhos de Jane sugerem o azul de uma noite estrelada. Indicam o sangue europeu em suas veias. Mas seus olhos também são ligeiramente amendoados. Também corre em suas veias o sangue oriental. O lado europeu lhe dá o poder de mando, do gerenciamento das coisas materiais. O lado oriental lhe dá uma feminilidade, uma docilidade ímpar.

Quem a conhece, jamais esquece. Aquela mulher que vive na laura tem espírito elevado, exala simplicidade nos gestos, no falar e no vestir. É um imã irresistível, que atrai todos aqueles sequiosos das coisas celestiais. É um elo de ligação entre o profano e o sagrado. Esta mulher existe em carne e osso. Não é um sonho, é uma realidade. Feliz é aquele cujo caminho se cruza com o caminho dela.

Do Tarzan

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