Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Mais torneios

O Bauru Tênis Clube, juntamente com o Jornal da Cidade e patrocinadores, promoverá a partir do dia 3 de outubro mais uma edição da série ‘Futures’ (Torneio Profissional Internacional). Nessa segunda edição desse ano poderemos ter também, simultaneamente ao torneio masculino, uma chave feminina. Por não haver muitos torneios femininos no Brasil, os poucos que existem são sempre muito disputados. Portanto, caso o evento de Bauru se concretize, os bauruenses poderão assistir às melhores jogadoras do Brasil, além é claro das estrangeiras.

Clube de Campo

Você que ainda não fez sua inscrição, mas quer participar da Barragem permanente do BTC de Campo, tem até o próximo final da semana para fazê-la, e poderá ser feita com a Rubia (3223-5142) ou com os professores de tênis. Para participar, é preciso ser associado e ter mais de 12 anos. A forma de disputa e o regulamento estão no site do clube: www.btc.com.br.

Sede Social

Terminou no BTC (sede social) o Torneio tipo ‘Barragem’ edição 2009. Na fase inicial (todos x todos), classificaram-se quatro jogadores que formaram as partidas de semifinais. De acordo com a classificação, os confrontos de semifinal foram: Claudio Amantini Neto (Cacau) x Antonio A. de Souza (Tonho) e Rui Pagano Neto x Valdemar Zimiani (Beto). ‘Tonho’ e Rui venceram seus confrontos e fizeram a final. Nessa partida, Rui relembrando seus bons tempos, venceu ‘Tonho’ com facilidade por 6/2 e 6/0. O Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru patrocinou o evento.

Retornando 1

O tenista espanhol Rafael Nadal retorna nessa semana em Montreal (CAN) às competições. Desde o dia 31 de maio, quando perdeu para o sueco Robin Soderling (oitavas-de-final), o atual número dois do mundo está longe dos torneios por problemas nos joelhos. Por estar tanto tempo sem competir, Nadal acredita que vencer em Montreal será “quase impossível”. Quando perguntado se teria chances de conquistar o US Open (único Grand Slam que ainda não venceu), Nadal respondeu que sua intenção, por enquanto, é jogar bem no Canadá.

Retornando 2

Se o retorno de Nadal é cercado de grande expectativa, por não saber como será seu desempenho, já que não joga desde maio de 2009, imagina para a ex-número 1 do mundo Kim Clijsters (BEL), que nessa semana volta às competições no Torneio de Cincinati (EUA) depois de mais de dois anos afastada. Se bem que (sem ser machista) a evolução e renovação do tênis feminino é bem mais lenta do que no masculino e o surgimento de jogadoras que ameacem Venus Willians, Serena e outras ‘tops’ não acontecem com tanta freqüência como no masculino. O que aconteceria se Rafael Nadal ou Roger Federer ficassem pouco mais de dois anos sem competir? Será que teriam alguma chance?

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• Dica

Muitos não sabem, mas uma partida (importante) começa muito antes que o primeiro saque seja dado. Para um bom desempenho é preciso estar bem preparado: físico, técnico e, principalmente, mentalmente. Uma boa maneira de se preparar mentalmente é: Na noite anterior ao jogo fazer de ‘forma imaginária’ a partida do dia seguinte. Assim, será possível prever várias situações que poderão acontecer e como você irá enfrentá-las. Ao fazer uso dessa prática, como já visualizou as possíveis adversidades do jogo, assim como suas alternativas de respostas para cada uma delas, quando o jogo realmente começar sua ansiedade estará diminuída, pois muitas situações da realidade não serão mais inéditas, pois já foram ‘vividas’ (no imaginário) e isso certamente aumentará a sua autoconfiança. Assim como é preciso treinar a parte física e técnica, a mental também requer treinamento.

• Curiosidade

No tênis, bem como em qualquer esporte ou situação, muitas vezes a sorte pode ser determinante e mudar o rumo da história. No Torneio de Gstaad (Suíça), Thomaz Bellucci teve dois ‘match-points’ (ponto do jogo) contra na primeira rodada. Até ai tudo bem, pois ‘salvar’ match-points acontece com certa freqüência. Mas, na partida de semifinal quando estava atrás no placar e a derrota já parecia certa, acabou beneficiado pela contusão do adversário, que abandonou a partida. Ganhou também a final e pela primeira vez um torneio de grande porte. O maior tenista do Brasil de todos os tempos, Gustavo Kuerten, também teve seu momento de sorte e que talvez tenha sido determinante para mudar o rumo de sua carreira: em 1997, um dia antes de sua estréia em Roland Garros, Guga (na época 66º do mundo) se encontrou (por acaso) com o então capitão da equipe brasileira da Copa Davis, Paulo Cleto (hoje comentarista da ESPN) e comentou sobre sua ansiedade e angústia por enfrentar um adversário que já o havia vencido e com facilidade nas duas oportunidades que se enfrentaram, Eslava Dosedel (República Tcheca). Mas, no dia seguinte, para surpresa e ‘sorte’ do brasileiro, Dosedel compareceu à quadra visivelmente contundido, que o impossibilitou de usar com eficácia seu melhor golpe, o saque. Sem poder forçar o saque, Guga o bateu por três sets a zero. O resto da história todos conhecem, venceu aquele Roland Garros e mais outros dois - 2000 e 2001, além de outros 17 Grandes Torneios, chegando a primeiro do mundo.

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