Bagdá - Na mais recente onda de atentados no Iraque, 48 pessoas morreram e mais de 250 ficaram feridas ontem, perto da cidade de Mossul, no norte do país, e na capital, Bagdá.
Com as mortes de ontem, agosto já soma 98 registros em dez dias, o que o torna, até agora, o mês com maior média diária de mortos em atentados no ano, no Iraque. Em termos absolutos, já quase igualou o número de casos de todo o mês de julho, quando houve 101 ocorrências.
As ações violentas recentes acirram ainda mais a tensão na região e o temor de que se repita um novo conflito sectário, entre sunitas (minoritários, porém hegemônicos durante a ditadura de Saddam) e xiitas, tal como aconteceu no país entre 2006 e 2007.
O ataque mais mortífero de anteontem atingiu um vilarejo de um pequeno grupo xiita perto de Mossul, onde dois caminhões-bomba explodiram, matando ao menos 28 pessoas e ferindo 155.
Os ataques corroboram os alertas dos militares dos EUA de que os insurgentes estão visando os xiitas como estratégia para realimentar a violência sectária no país. A expectativa é que os ataques aumentes até o pleito iraquiano, em janeiro.