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Justiça limita clientes em agências bancárias para conter gripe no Paraná

Folhapress
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Curitiba - Sob o argumento de conter a propagação da gripe A (H1N1), a juíza da 7.ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR), Maria das Graças Veloso, determinou um limite de clientes dentro de agências bancárias da Capital e da região metropolitana.

Segundo a decisão, para cada quatro guichês de atendimento, a quantidade de pessoas na fila não pode ser superior a oito. A ordem é para os funcionários das próprias agências fazerem o controle do acesso.

A juíza determinou ainda que as agências ofereçam álcool gel, produto indicado para limpar as mãos.

A medida já era cumprida ontem em agências do centro de Curitiba, que exibiam filas de clientes aguardando do lado de fora dos prédios.

A Justiça ordenou ainda que funcionários das agências utilizem máscaras cirúrgicas. No caso de descumprimento, a multa pode chegar a R$ 20 mil.

As restrições para conter a proliferação do vírus da gripe também chegaram ao Judiciário. Em Santa Catarina, uma resolução assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça, João Eduardo Souza Varella, dispensou do trabalho gestantes e servidores do Judiciário com idade acima de 60 anos. A medida passou a valer ontem.

A “quarentena” de 20 dias foi determinada após parecer da direção de saúde do tribunal.

O afastamento de servidores com sintomas da gripe deve ser decidido pelo juiz diretor de cada unidade. Segundo a medida, os funcionários terceirizados com suspeitas de contaminação devem ser substituídos.

A resolução diz ainda que servidores com sintomas da doença que já foram vacinados neste ano devem procurar um médico e só voltar ao trabalho após serem liberados por um agente de saúde.

O presidente do TJ recomenda que se evite a aglomeração de pessoas em salas pequenas e pouco ventiladas e pediu a manutenção de portas abertas nos fóruns durante o expediente para evitar o manuseio de servidores e usuários.

A assessoria de imprensa do fórum não tinha ontem o número de servidores que deixaram de trabalhar após a medida entrar em vigor. Ao todo, 7 mil profissionais, entre funcionários, magistrados e estagiários trabalham na Justiça estadual.

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