Dois motociclistas ficaram gravemente feridos em acidentes ontem, em Bauru. Pela manhã, Quiloscêncio Laurentino da Silva, 36 anos, teve fratura exposta no pé esquerdo após acidente com um caminhão, na avenida Nações Unidas. À tarde, o mecânico de motos Paulo Ferreira Leite, 27 anos, foi arremessado a uma distância de cerca de 20 metros após colisão de moto com carro, na quadra 28 da avenida Castelo Branco, na Vila Ipiranga.
Os acidentes com Quiloscêncio e Paulo confirmam o problema de segurança no trânsito com seguidos acidentes envolvendo veículos de duas rodas, que já provocaram 12 mortes este ano. Dois dias antes, a motociclista Danieli D’Arc dos Santos, 26 anos, faleceu ao perder o controle de sua Honda CG Titan 150 e bater contra um poste de iluminação pública, na quadra 50 da avenida Nações Unidas, próximo ao Ceagesp. Conforme matéria do JC na edição de ontem, o número de óbitos dessa natureza cresceu 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram levantados pelo JC com base em estatísticas da Polícia Militar (PM).
No acidente da manhã de ontem, além de Quiloscêncio, o seu irmão Dino Laurentino da Silva, 32 anos, que viajava como passageiro, sofreu escoriações. Conforme a Polícia Militar (PM), a moto com os irmãos trafegava na Nações, na pista sentido bairro-Centro. Por razões a serem esclarecidas, a Honda CG 125, placa CGJ 2298, de Maracaí, se chocou com o caminhão-baú Volkswagen modelo 9550, placas CSK 5151, de Bady Bassitt. O motorista do cominhão Luiz Carlos Floriano, 24 anos, não teve ferimentos. A colisão ocorreu na quadra 16 da Nações, por volta das 10h.
Quiloscêncio foi encaminhado pelo resgate ao Pronto-Socorro Central (PSC) e transferido para Hospital de Base. Até o fechamento desta edição, ele permanecia internado e seria avaliado por um especialista.
Renasceu
De acordo com o comerciante João Batista Leite, 65 anos, pai do mecânico de motos Paulo Ferreira Leite, o filho teve um sério ferimento no braço esquerdo. “Arrancou um pedaço da carne e parece que vai ter que fazer um enxerto. Na cabeça também deu um corte, mas não foi grave”, explicou. João conta que ficou mais tranqüilo ao ver o filho no PSC, no final da tarde, junto com a companheira de Paulo.
No local do acidente, o pai ficou muito preocupado ao ver o filho sendo socorrido por uma unidade de resgate do Samu. Naquele momento, seo João disse que conseguiu trocar poucas palavras com Paulo, que estava consciente. “Estava bem”, comentou sem muita segurança.
Com um balde com água e uma vassoura, João eliminou a enorme poça de sangue deixada pelo filho no asfalto da avenida Castelo Branco. Pouco antes das 14h, Paulo conduzia a Honda CBX 200, placa 7572, de Bauru, para sua oficina na quadra 33 daquela avenida. A moto foi negociada por um conhecido do mecânico no último sábado e passaria por reparos na oficina. Ao chegar na quadra 28, esquina com a rua Valderramas D’Aro, ocorreu o choque com o Chevette amarelo, placas DAW 3249 de Bauru. Conforme apurou o JC, Paulo foi arremessado contra o pára-brisa dianteiro do Chevette que ficou estraçalhado, após a colisão da moto contra a lateral direita do carro. Pela posição da poça de sangue no asfalto, o mecânico caiu a, aproximadamente, 20 metros à frente do ponto exato da colisão. O veículo fazia a conversão da Castelo Branco para a rua Valderramas D’Aro.
Muito nervoso, o jovem motorista do Chevette não quis se identificar e nem comentar o acidente. O carro seguia na faixa da Castelo no sentido Centro. Poucos metros antes do local do acidente, ele passou por uma lombada. No poste à frente do dispositivo de redução de velocidade há uma placa indicando 50 quilômetros por hora como velocidade máxima permitida no local.
Da mesma forma, na pista oposta, Paulo passou por uma lombada a cerca de 50 metros antes da esquina com a rua Valderramas D’Aro, ponto do acidente. No poste de iluminação pública na calçada, bem no local da colisão, a placa de velocidade permitida naquele trecho indica 30 quilômetros por hora.