A Secretaria de Estado da Saúde decidiu recomendar restrições para grávidas que trabalham em São Paulo. A medida visa prevenir casos de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1), entre as gestantes, que fazem parte do grupo de maior risco da doença. As funcionárias que trabalham com Saúde e Educação deverão atuar em atividades sem riscos.
A recomendação foi divulgada ontem, mas as instituições dos setores de Saúde e Educação ainda aguardavam a oficialização da orientação. De acordo com a Secretaria, tanto a rede pública quanto a privada deveriam seguir a recomendação e transferir temporariamente funcionárias grávidas para atividades de menor risco e onde não haja contato com pacientes ou alunos portadores de gripe. Caso não seja possível a transferência, a Secretaria recomenda o afastamento temporário das gestantes.
O Hospital Estadual (HE) informou que, atualmente, 15 funcionárias gestantes trabalham na unidade e que 10 já estão afastadas por orientação médica. As demais deverão ficar em casa por uma semana ou mais. Elas serão submetidas a uma avaliação de risco e verificado se é possível que retornem ao trabalho. Caso contrário, elas poderão continuar afastadas por recomendação do próprio Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho do HE.
De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, as grávidas exercem funções na área assistencial, o que dificulta a transferência para um setor administrativo, por exemplo, onde haveria menor risco. O Hospital da Unimed também transferiu as gestantes para setores onde o risco de contaminação é menor.
O secretário municipal de Saúde, Milton Monti, ressalta que, desde a semana passada, gestantes que atuam nas unidades de atendimento foram remanejadas para áreas de menor probabilidade de contágio. “Estamos realizando um levantamento no restante do funcionalismo para verificar as atividades onde as gestantes atuam para garantir que não há risco”, observa.
Paulo Maximino, diretor regional interino de ensino, explica que irá aguardar regulamentação por parte da Secretaria de Estado da Educação sobre o remanejamento de funcionárias gestantes da rede estadual. “Talvez teremos que convocar professores eventuais”, pondera.