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Lei que proíbe aglomeração em locais fechados gera confusão em Cascavel


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Cacavel - O primeiro dia da proibição de aglomerações em locais fechados para evitar a disseminação da gripe suína em Cascavel (PR) foi marcado por incerteza, desinformação e medo entre os moradores. A medida vigora até a próxima segunda-feira e atinge, principalmente, shoppings, restaurantes, igrejas, escolas, casas noturnas e outros estabelecimentos na cidade, que teve as primeiras duas mortes pela doença confirmados ontem.

Conforme boletim divulgado pela secretaria estadual de Saúde, houve mais 19 óbitos no Estado, aumentando o total para 58 e, no País, para 273, com o anúncio de mais 42 mortes em São Paulo e mais uma em Minas.

Ficaram de fora da medida supermercados e transporte coletivo. Os bancos abriram as portas controlando a entrada de pessoas, o que causou filas do lado de fora das agências. O Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares estuda medida jurídica para derrubar a decisão.

O secretário da Saúde de Cascavel, Ildemar Canto, defendeu a iniciativa e atribuiu o medo da população a informações “sensacionalistas” divulgadas nos meios de comunicação. O secretário da Saúde do Paraná, Gilberto Martin, reprovou a decisão. “Não tinha necessidade”, afirmou. “Medida como essa de dispersão social com maior intensidade tem de ser feita baseada em dados epidemiológicos mais seguros.”

Também em Cascavel, na semana passada, uma determinação da Justiça fez com que a prefeitura fosse obrigada a distribuir cerca de 20 mil máscaras a torcedores do jogo Coritiba x Santos, pelo Brasileiro-09.

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