Tribuna do Leitor

Ordem é progresso


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O descaso de cada caso é o aliado letal da corrupção que nos circunda. Sufocados por doses excessivas de retórica, sebastianistas apostam suas últimas fichas nos “donos do mundo”. Sim, a sociedade carece de mitos. A submissão a longos, infinitos e lendários espirais de promessas, minimiza o conceito de “ética” e entorpece a consciência obediente. Vistas cansadas denunciam o astigmatismo social.

Mãos atadas por correntes de anti-ética, fortes elos de cumplicidade e obscuridade. Antítese e desequilíbrio foram características somente do Barroco? Apoiados em muletas de conformidade, a sociedade manca. Acredita-se em palavras, esperam-se gestos. Devotos do mito da caverna são diariamente derrubados por ondas de corrupção.

A fé exerce um poder incomensurável e até inabalável. A esperança move a humanidade e o suborno move a política. Narciso se apaixonava pela própria imagem. Tolos se apaixonam pelos que prometem ser o salvadores do mundo. Enquanto a ética se debruça em princípios adormecidos, a falta de moral estampa telejornais e revistas. A corrupção não surgiu junto à tecnologia 3G, nem ao GPS. Já dizia-se em séculos anteriores: as nossas ações condenam os nossos próprios atos. Conclusão? “Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.

Thaíssa Honda - aluna do 3.ºA - Colégio Fênix

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