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Categorias de base: Bauruense é campeão mundial no São Paulo

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

Com 12 anos ele já freqüentava o Centro de Treinamento do São Paulo, em Cotia, cidade próxima à Capital Paulista. Aos 14, o garoto bauruense Henrique Piotto integrou definitivamente as categorias de base do São Paulo, onde hoje é titular do time sub-15. Com a versatilidade de quem joga em duas posições, Henrique faz as vezes de zagueiro e volante no “tricolorzinho”. No último final de semana, o bauruense viveu um dos dias mais importantes de sua ainda breve carreira. O sub-15 do São Paulo foi campeão mundial da Manchester United Premiere Cup, também chamada de Copa Nike, que reúne cerca de 9 mil equipes do mundo todo em fases eliminatórias. No sábado, o São Paulo bateu o Werder Bremen, da Alemanha, por 3 a 1, no estádio Old Trafford, do Manchester United, na Inglaterra e faturou a taça.

Para chegar à fase internacional da Copa Nike, em Manchester, o São Paulo passou por duas fases dentro do Brasil. No CT do Pão de Açúcar, em São Paulo, o time disputou com as principais equipes do Sul e Sudeste do País uma vaga para o quadrangular final. Na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), a equipe do bauruense encontrou os três melhores do País (houve outra eliminatória no Rio entre as equipes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste) e levou o título nacional, conquistando o direito de ser o único time brasileiro no Mundial. Enquanto o Brasil decidia seu representante, o mesmo sistema de disputa era realizado em outros países. Esta foi a segunda vez que o São Paulo conquistou o título - já havia vencido em 2002.

Na Inglaterra foram seis jogos antes de enfrentar o Werder Bremen na decisão. Participaram da etapa final, além de São Paulo, Werder e Manchester, equipes como Arsenal, Colo-Colo, Atlético de Madri e Paris Saint German, entre outras. Henrique começou a se destacar nos gramados quando integrou a escolinha de futebol da Sociedade Hípica de Bauru, treinada por Paulinho Iacanga. Em abril de 2006, o garoto fez os primeiros testes no São Paulo e somente em 2008 integrou definitivamente a equipe.

Na Inglaterra, Henrique sofreu assédio de empresários europeus, mas preferiu seguir no Brasil em busca de seu sonho. “Meu objetivo é continuar no São Paulo e me profissionalizar por aqui. Aí quero ficar uns dois ou três anos na equipe principal. Depois penso em ir para a Europa”, comenta o garoto, que antes de integrar o tricolor era palmeirense roxo. “Depois que comecei a jogar pelo São Paulo virei sao-paulino roxo”. “Ele é um atleta em formação e pode se desenvolver muito bem no Brasil, que é a melhor escola do futebol”, aconselha o ex-treinador, Paulinho Iacanga, que, após colocar Henrique no São Paulo, já encaminhou outros quatro garotos para fazer testes na equipe da Capital.

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