Internacional

União Européia aprova novas sanções contra a junta militar de Mianmar

Folhapress
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Genebra - A União Européia (UE) aprovou ontem novas sanções contra o governo militar de Mianmar em resposta à pena de 18 meses de prisão domiciliar imposta contra a dirigente da oposição democrática, Aung San Suu Kyi.

Segundo comunicado, os membros do sistema judiciário responsáveis pela condenação serão incluídos à atual lista de pessoas e entidades do país submetidas a bloqueio de bens na UE e à restrição de viagens nos 27 países do bloco.Além disso, a lista de pessoas e entidades submetidas às sanções é estendida para conseguir o bloqueio dos bens das empresas que são propriedade de responsáveis do regime birmanês ou de seus associados.

Suu Kyi, que passou quase 14 dos últimos 20 anos presa, foi condenada na última terça-feira, por um tribunal da Junta Militar que governa Mianmar, a três anos de prisão e trabalhos forçados. Na sequência, a pena foi reduzida para 18 meses de prisão domiciliar para manter a ‘paz e a estabilidade’, conforme sentença.

ONU condenada

O Conselho de Segurança da ONU aprovou ontem uma declaração que expressa sua “séria preocupação” pela condenação de Aung San Suu Kyi.

O texto, lido aos jornalistas pelo embaixador do Reino Unido, John Sawers, atual presidente do conselho, foi suavizado para que houvesse o apoio de Rússia e China, que se opunham a uma condenação mais veemente. Anteontem, a China chegou inclusive a afirmar que a comunidade internacional precisa respeitar a soberania da Justiça de Mianmar.

A mensagem pede a libertação de todos os prisioneiros políticos pela junta militar que governa o país asiático.

“Os membros do Conselho de Segurança expressam séria preocupação com a acusação e sentença de Aung San Suu Kyi e com seu impacto político’’, diz o texto.

Suu Kyi, que passou quase 14 dos últimos 20 anos presa, foi condenada na última terça-feira, por um tribunal da Junta Militar que governa Mianmar, a três anos de prisão e trabalhos forçados por ter violado os termos de sua prisão domiciliar anterior, decretada em 2003. Na sequência, a pena foi reduzida para 18 meses de prisão domiciliar para manter a “paz e a estabilidade’’, conforme sentença lida pelo ministro do Interior, general Maung Oo.

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