São Paulo - Os efeitos da crise financeira mundial no País fizeram com que o faturamento real das micro e pequenas empresas paulistas encolhesse 10,1% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2008. Essa é a conclusão da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, que monitora o desempenho de 2,7 mil empresas no Estado.
De acordo com o levantamento, a forte queda no faturamento dos micro e pequenos negócios foi puxada principalmente pela indústria, que registrou retração de 18% no período. Em seguida vieram comércio (-9,7%) e serviços (-4,5%).
Na análise por regiões, a pesquisa Sebrae-SP aponta que a Região Metropolitana de São Paulo apresentou retração no faturamento de 11,8%, a maior queda regional no primeiro semestre. Também tiveram fortes baixas os micro e pequenos negócios da região do Grande ABC e Capital (ambas com -11,1%) e do Interior do Estado (-8,2%).
No mês de junho, as micro e pequenas empresas paulistas tiveram a menor queda de faturamento real desde setembro, mês em que a crise financeira mundial se agravou, com a quebra do banco Lehman Brothers. O recuo em junho foi de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2008. Após o início da crise, os resultados mais fracos observados pela pesquisa foram em janeiro e fevereiro de 2009, com quedas de 16,5% e 14,4%, respectivamente.
Em junho, a indústria registrou retração de 16,6% no faturamento real, enquanto o setor de serviços teve queda de 6,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os segmentos mais afetados continuam a ser os de bens de consumo duráveis (como máquinas e aparelhos elétricos) e bens de capital (máquinas e equipamentos). Já o comércio teve o primeiro resultado positivo no semestre: elevação de 3,6% em relação a junho de 2008.
Apesar da queda no faturamento real, os empresários ficaram ligeiramente mais otimistas. Em julho, 48% dos donos de micro e pequenos negócios declararam acreditar em melhora no faturamento da empresa nos próximos seis meses, contra 46% registrados em junho. Quanto à economia brasileira, a proporção de empresários que acreditam em melhora no nível da atividade econômica nos próximos seis meses variou de 43% em junho para 46% em julho.